Você Sabe Como Se Faz Um Carro? Confira no Infográfico

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Ter um carro é um sonho para muitas pessoas. Seja pela autonomia que um veículo particular proporciona ou pela necessidade de se locomover com maior rapidez quando comparado ao transporte público, não há como negar a satisfação de sair de uma concessionária com um carro novo.

E, conforme os dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea), o que não falta são automóveis esperando novos proprietários.

Isso porque, após três anos consecutivos de queda na produção de veículos nacionais, o país começa a reagir.

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Apenas nos 12 meses de 2017, mais de dois milhões de veículos foram produzidos no Brasil. Essa produção representa um crescimento de 25,2% em relação ao total de 2016.

De acordo com a Anfavea, foram produzidas 500 mil unidades a mais de veículos leves, representando 25% de aumento. Na indústria de caminhões, houve um aumento de 81% no número de unidades.

Todo esse investimento na indústria automotiva levanta uma questão sobre o processo de montagem dos carros. Afinal, você sabe como se faz um carro?

 

As Etapas de Produção de um Veículo

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Começa no papel e vira protótipo em escala menor antes de ser reproduzido em tamanho real

Para um modelo sair do rascunho e chegar à linha de montagem, o processo de construção de um automóvel pode levar até dois anos.

Antes de existir fisicamente, o carro começa a ser desenvolvido no papel pela equipe de Design em parceria com a equipe de Engenharia de Produto e de Manufatura.

Juntas, as equipes precisam definir estratégias de desenvolvimento do automóvel, considerando as informações entregues previamente em um briefing, como perfil do consumidor, faixa de preço estimada e tipo de uso.

Depois da discussão, os designers avançam para uma parte mais visual do desenvolvimento do veículo, elaborando desenhos técnicos projetados em tamanho real.

Esses desenhos proporcionam uma melhor dimensão do conjunto todo. Nesse momento, são verificados e analisados os conflitos ocasionados pela relação design, mecânica e dinâmica.

Poder observar essas três áreas agindo em um mesmo modelo antes dele ser propriamente montado é essencial na hora de fazer um carro.

Além de garantir maior segurança, o avanço da tecnologia permite que se economize tempo e dinheiro no processo.

O que não quer dizer que essa etapa seja rápida, pois, antes de definir a peça final, as equipes podem testar até 16 tipos diferentes.

Simultaneamente aos testes de design, mecânica e aerodinâmica, outro estúdio é encarregado de testar as opções de texturas das peças e das cores da carroceria.

Também são vistos, no estúdio, outros detalhes do acabamento, como tom dos carpetes, tipo de revestimento dos assentos e material de forração do teto.

Quando todos os detalhes estiverem acertados, o projeto deixa o meio digital para transformar-se em um protótipo de argila três vezes menor do que a escala real.

Com esse protótipo, a equipe verifica o equilíbrio das linhas, formas e proporções.

Uma vez que o design está pronto, finalmente chega a hora de fazer o carro.

A primeira etapa da produção começa na estamparia. Nela, chapas de aço são prensadas, repuxadas, cortadas, dobradas e furadas para formar a estrutura do veículo.

A montagem da carroceria vem na sequência, quando as partes que formam o porta-malas, capôs e portas são unidas e soldadas.

Em seguida, o assoalho, as laterais e o teto são incorporados ao “esqueleto” do automóvel.

Neste momento, a carroceria está liberada para ser pintada, mas antes ela recebe um tratamento químico cujo objetivo é a proteção do metal contra corrosão.

Ao mesmo tempo em que o esqueleto recém-pintado é colocado para secar em uma superestufa, a equipe de Mecânica começa a fabricar as partes do motor e da transmissão.

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É comum a produção dessas peças ser terceirizada e elas chegarem prontas na fábrica de automóveis.

A última etapa da produção consiste, assim como as outras, em um trabalho coletivo.

De um lado, funcionários retiram as portas pintadas para aplicar o acabamento interno, vidros, trincos e componentes elétricos.

Do outro, a carroceria é equipada com mantas acústicas, forrações, painel de instrumentos, carpetes e bancos.

Essa parte é como naquelas cenas de filmes que se passam em fábricas: o produto vai passando na esteira e as partes são incorporadas em sequência.

Esse processo diz respeito ao termo “linha de montagem” na sua aplicabilidade literal. Durante o percurso, acontece a instalação da suspensão, das rodas, dos pneus, dos faróis, do freio de mão e, por último, do para-choque e das portas – que foram retiradas para a aplicação dos seus componentes, lembra?

Concluída a fabricação, o veículo pronto passa por testes em trechos de asfalto para checar a presença de vibrações ou ruídos irregulares.

Após os testes, está liberado para ser colocado à venda na concessionária.

 

Materiais Usados Para Fazer Um Carro

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Aço

Apesar da indústria automotiva utilizar, hoje, materiais de alta-tecnologia para garantir leveza e resistência, o aço continua sendo o componente principal na fabricação de veículos.

Dentre todos os componentes de um veículo, o metal é o que mais contribui para o seu peso, correspondendo a mais da metade do peso total de um carro.

Enquanto um carro de porte comum pode ter, em média, até 1.350 quilos de aço, as caminhonetes podem alcançar os 1.800 quilos.

Utilizado para formar o chassi subjacente e a célula de proteção, o aço compõe ainda o teto, as portas e os painéis da carroceria.

O escapamento, recorrentemente, é feito de aço inoxidável e, além dele, algumas partes para acomodar o motor também.

Atualmente, os fabricantes conseguem criar tipos de aço específicos para cada área do veículo que precisa de liga metálica.

Isso se deve ao desenvolvimento do aço automotivo, que foi mudando de forma desde que o primeiro Ford T foi lançado, em 1908.

Conforme os metalúrgicos foram aprendendo a manipular a microestrutura do aço – a partir do controle preciso de seu processamento -, as montadoras conseguiram produzir chapas de aço mais resistentes.

Com o estreitamento dos requisitos de segurança e a demanda por veículos mais leves e eficientes, o aço convencional está abrindo espaço para as chapas de alta resistência.

Se anteriormente o “esqueleto” de um carro era formado por uma espécie de aço apenas, nos últimos anos, a modelagem computacional propiciou o desenvolvimento de múltiplos tipos e resistências, capazes de suportar as tensões sofridas pelo automóvel em movimento e os impactos.

Entre os novos aços mais avançados, há o aço bifásico (dual phase) e o TRIP, que adquire maior plasticidade quando ocorre a transformação de fase.

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Os modelos mais fortes de aço servem para montar as peças e partes do carro que precisam de muita proteção contra os impactos.

Eles são usados na armação das portas para inibir a invasão de objetos no compartimento do passageiro – o para-choque de outro carro, por exemplo – e nas colunas ao lado das janelas.

O aço nas colunas impede danos ao teto do carro, que é capaz de achatar os passageiros, caso o veículo capote em um acidente.

As partes do carro feitas de aço mais leve, como os painéis da lataria, também são tratadas para que tenham alta resistência.

Nesses casos, enquanto o veículo está na estufa de cura da pintura, é realizado um tratamento térmico complementar que aumenta a resistência a amassados.

O aço de alta resistência usado na fabricação de peças faz com que elas sejam mais leves e finas, auxiliando na economia de combustível.

Plástico

Em função da durabilidade, do baixo custo de fabricação e da facilidade de moldar o plástico em muitas formas, hoje ele é o componente mais concentrado em um carro.

De acordo com o Conselho Americano de Química dos Estados Unidos, 50% da composição dos veículos novos é feita de plástico.

Isso inclui as saídas de ar condicionado, os medidores, os instrumentos e interruptores, o carpete, os airbags e outros componentes.

Alumínio

O uso do alumínio na indústria automotiva é recente, mas, por ser leve e resistente, é utilizado para fabricar os painéis da carroceria ou o chassi.

O resultado dessa medida é a obtenção de um veículo mais leve e com melhor desempenho.

O alumínio está presente, também, nas rodas e em alguns motores. Muitos fabricantes de veículos substituíram o ferro pelo alumínio na montagem do bloco do motor.

Com a mesma durabilidade, o bloco de alumínio é mais leve, melhorando a performance do motor.

Borracha

Esse componente você com certeza já sabia que é essencial para fazer um carro. Até porque um veículo sem pneus não cumpre a sua função.

Porém, além de fazer o carro circular, as rodas – quando bem cuidadas e revisadas – agem na economia de combustível e fornecem segurança para as viagens.

Da mesma forma que o plástico, a borracha é muito utilizada porque dura bastante, é econômica e flexível.

Por isso, não é usada só nos pneus, mas também nos limpadores de para-brisa, nas mangueiras e nas vedações.

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Vidro

O último da lista é também o que aparece em menor quantidade nos carros.

Usado principalmente para compor o para-brisa e as janelas, também faz parte da produção dos retrovisores laterais e interno.

No interior do carro, a fibra de vidro – variante do material – é utilizada.

Outros materiais inusitados que podem ser usados para fazer um carro

Além dos componentes que praticamente todos os carros possuem, o desenvolvimento da indústria automotiva faz com que a cada dia pesquisadores encontrem novos materiais úteis para a produção de veículos.

Por exemplo, o magnésio, por ser um metal 74% mais leve que o aço e 33% mais leve que o alumínio, já é comumente usado em rodas esportivas.

Há ainda materiais mais inusitados, como a folha de bananeira, o cânhamo e a soja.

A primeira foi usada na fabricação dos tapetes do modelo de SUV Linkoln MKT, por ser mais resistente ao calor – e também uma alternativa mais ecológica.

O segundo está presente no Lotus Eco Elise. A edição deste modelo confeccionado com a fibra endurecida do cânhamo pesava 32 quilos a menos.

Por último, a espuma da soja é uma tecnologia preconizada pelo grupo Ford, que fornece uma alternativa ecológica aos estofamentos sintéticos.

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Conclusão

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Depois de pronto, o veículos sai da fábrica e é colocado à venda na concessionária

Após a leitura deste artigo, você já está ciente de como se faz um carro.

Mais do que isso, a partir de agora, você conhece os processos de cada etapa da fabricação de veículos.

Tudo começa com uma idealização a partir do briefing, depois o trabalho em conjunto entre o pessoal do design, da mecânica e da aerodinâmica.

Em seguida, começa a produção da estrutura apelidada de “esqueleto”, que passa pela pintura e, enfim, é colocada para montagem na esteira.

Você também descobriu os principais componentes presentes na montagem de automóveis e quais são as suas utilidades.

Essas informações serão úteis para que você preste atenção em todos os detalhes na hora de comprar o seu carro próprio.

Aliás, vale a pena ficar de olho no mercado, uma vez que a Anfavea já está prevendo a manutenção do crescimento na produção de veículos em 2018.

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