Como Funciona a Blitz da Lei Seca em Porto Alegre?

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O problema da “denúncia” da blitz de trânsito pelas redes sociais e também por outros meios é uma questão que vem se agravando.

Cada vez mais, redes como o Facebook, o Twitter e até o Instagram estão sendo povoadas de grupos direcionados a informar motoristas sobre onde a fiscalização está posicionada, seu dia e horário, para autuar motoristas que estão dirigindo em desacordo com a Lei.

Por esse motivo, as equipes de fiscalização de trânsito estão buscando alternativas para que as blitz não sejam anunciadas e, assim, os condutores deixem de desviar da barreira por medo de serem flagrados dirigindo em circunstância irregular.

 

A adoção das blitz móveis

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A intenção é evitar os desvios feitos pelos condutores para fugir das blitz

A fiscalização de Porto Alegre adotou algumas medidas para evitar que as barreiras de fiscalização sejam avisadas entre os condutores e nos grupos de redes sociais.

Realizando a operação Balada Segura, adotada por diversas cidades do País, os fiscais se deslocarão entre vários pontos, distribuindo-se, também, de maneira aleatória, para garantir que os motoristas não tomem rotas diferentes a fim de escapar das notificações.

A blitz móvel é uma medida adotada pelo DETRAN gaúcho e fará parte da rotina de fiscalização, a princípio, na capital, podendo ser assumida, também, em outras cidades do Estado em breve.

Com uma fiscalização móvel, os veículos não conseguirão estabelecer desvios e os avisos sobre o posicionamento da fiscalização serão ineficazes, visto que os fiscais ocuparão um único ponto por um curto período de tempo.

É preciso lembrar também que avisar outros condutores, por meio de sinais na via, é atitude que caracteriza infração, embora os anúncios nas redes sociais ainda não sejam apontados como contrários ao que diz a Lei.

 

A ilegalidade da divulgação das blitz

O anúncio das blitz pelas redes sociais é uma atitude nova utilizada pelos condutores que buscam fugir das autuações, já que a expansão dessas redes é recente em relação à formulação de algumas normas o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Por esse motivo, o Código de Trânsito não possui nenhuma norma que faça referência a esse tipo de atitude tomada pelos motoristas, não sendo, assim, infração denunciar uma blitz via redes sociais.

Porém, outras formas de avisar condutores sobre barreiras que podem encontrar nas vias estão descritas no CTB.

Conforme o artigo 40 do Código de Trânsito, utilizar as luzes do veículo de forma intermitente, ou seja, apagando e acendendo em curto período de tempo, só é permitido para anunciar a ultrapassagem ou, para veículos de sentido contrário, situação de risco em trecho mais a frente da via.

Se o sinal de luz for utilizado em condições diferentes das citadas, a atitude pode ser considerada infração, gerando, ao condutor, uma multa média e 4 pontos na CNH.

 

Conclusão

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Essa medida é uma das formas de dar continuidade à Balada Segura, grande responsável pela fiscalização da Lei Seca

Ao darem avisos sobre as blitz, os condutores buscam livrar-se das possíveis autuações. Uma questão não pensada, no entanto, é a periculosidade que um motorista embriagado representa, por exemplo.

Avisar sobre uma barreira de fiscalização pode cooperar para que condutores continuem dirigindo embriagados, aumentando os riscos de ocorrerem acidentes.

A medida adotada pelo DETRAN- RS pode ser entendida como atitude drástica, tendo em vista a grande falta de consciência das pessoas que anunciam as blitz.

A fiscalização móvel é uma boa solução para evitar que os condutores continuem encontrando formas de desviar das barreiras.

Essa forma de fiscalização passa a ser, assim, uma das únicas formas de continuar colocando em prática a operação Balada Segura de forma eficaz.

A operação, que busca diminuir os casos de condutores embriagados ao volante, principalmente retornando de festas, vem autuando muitos motoristas que dirigem mesmo após terem bebido.

A operação coloca em prática a Lei Seca e, justamente pela sua rigidez, tornou-se tão temida pelos condutores, gerando as práticas de desvio de barreiras fiscais das quais tratou esse artigo.

Espera-se que, sabendo os condutores que toda a forma de atuação injusta pode ser comprovada e contestada nos órgãos fiscalizadores, eles tomem consciência da importância da fiscalização para a manutenção da segurança no trânsito.

Não há motivos, assim, para desviar das barreiras de fiscalização, ainda mais se o motorista estiver conduzindo de acordo com o que apontam as Leis.

O que você acha da nova forma de fiscalização de trânsito? Deixe, nos comentários, a sua opinião!

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