Pesquisa Aponta Atitudes de Motoristas Brasileiros em Rodovia

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Se você está acostumado a dirigir em autopistas, já deve ter percebido que cada região, por conta da geografia apresentada, oferece, aos motoristas, diferentes tipos de condições de tráfego.

Apesar disso, as atitudes dos motoristas brasileiros não diferem muito de um estado para outro.

Essa afirmação foi confirmada por meio do estudo realizado pela Arteris, uma das maiores companhias do setor de concessões de rodovias do Brasil em quilômetros administrados, com mais de 3.200 km em operação.

A companhia, que administra rodovias localizadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná, trechos economicamente importantes para o país, realizou uma importante pesquisa.

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Buscando verificar o comportamento dos motoristas, a Arteris lançou um estudo inédito para apurar as atitudes mais recorrentes dos brasileiros em rodovias.

O método utilizado para obter as informações, segundo a Arteris, foi igualmente proposto em países como a França, Espanha, Argentina, Chile e Porto Rico.

A pesquisa, apresentada em setembro de 2017, teve como objetivo conhecer os principais hábitos dos motoristas brasileiros para que fossem identificadas alternativas para conter os riscos de acidentes.

“Conhecer a fundo o costume dos usuários tem se revelado cada vez mais importante para desenhar e executar ações mais estratégicas para sensibilizar e provocar mudanças de comportamento no trânsito, reduzindo assim fatalidades”, afirmou o coordenador da pesquisa e também gerente da Arteris, Elvis Granzotti.

Neste artigo apresentarei, para você, os resultados da pesquisa e as condições gerais das rodovias conforme estudo realizado pela Confederação Nacional de Trânsito (CNT).

 

Conheça as Atitudes Apontadas e suas Penalidades

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Conheça as infrações mais cometidas na Rodovia Régis Bittencourt

A pesquisa foi realizada pela Arteris na Rodovia Régis Bittencourt, que possui 401,6 quilômetros de extensão e liga duas das principais capitais do país: Curitiba e São Paulo.

A rodovia foi observada durante 7 dias, quando 82 mil veículos circularam pela autopista.

Os comportamentos dos condutores foram registrados por sensores fixados em pontos estratégicos da Régis Bittencourt e pelos pesquisadores que acompanharam, em tempo real, os motoristas.

Com a pesquisa, a Arteris pôde comprovar que as infrações cometidas por uma parcela dos motoristas contribuem para o aumento de situações de risco e podem estar gerando impactos nos índices de acidentes e mortes no trânsito.

As infrações cometidas se assemelham bastante às mais cometidas no último feriado de Ano Novo, conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Abaixo, segue a lista das atitudes identificadas pela pesquisa.

Uso do celular ao volante

Estar atento ao trânsito é princípio básico para todo motorista. Entretanto, nem todos parecem perceber o tamanho dessa responsabilidade.

Conforme a pesquisa, 1,19% dos motoristas foram flagrados com o aparelho em mãos ao trafegar pela Régis Bittencourt no período observado.

Apesar das pesquisas de conscientização e dos aparelhos de fiscalizações utilizados para coibir essa atitude, parece que ainda há motoristas que não se sentem intimidados quanto ao uso dos celulares.

Ao ser realizado na França, o estudo flagrou 4,1% dos usuários manuseando o celular e, na Espanha, país meridional europeu, foram contabilizados 4,6%.

É possível perceber que, no Brasil, ao menos nesse trecho, os motoristas estão mais conscientes em relação ao uso, não é verdade?

Entretanto, ainda não há muitos motivos para comemorar.

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Recente pesquisa apresentada no Estadão Jornal Digital aponta que metade dos brasileiros, mais precisamente 51,9%, ao ser questionada, confirmou o uso do aparelho enquanto dirige pelas vias do país.

Entre as principais desculpas apresentadas, está o uso de aplicativos (37,7%) e também a realização de chamadas importantes ou urgentes (36,1%).

Conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no Art. 252, dirigir o veículo com apenas uma das mãos, exceto quando deseja fazer sinais regulamentares de braço, é proibido.

E, se o motivo for o uso do celular, fica mais complicado ainda, pois o código estabelece essa atitude como infração gravíssima, cuja multa é R$ 293,47 e soma de 7 pontos no documento de habilitação.

Falta do uso das setas de sinalização

motoristas rodovias setas de sinalização
Deixar de sinalizar mudança de faixa é infração grave

Se você está acostumado a conduzir em rodovias, talvez não fique surpreso com este dado da pesquisa: 57,7% dos condutores observados foram flagrados mudando de faixa sem utilizar as setas de sinalização.

Aliás, nesse dado fomos os “campeões”, pois na França foram 26% dos condutores analisados cometendo esse tipo de atitude. Na Espanha, 39% dos motoristas deixaram de se comunicar com os outros condutores ao não utilizarem as sinalizações.

Esse comportamento deve ser evitado, pois, além de aumentar as chances de acidentes, é previsto como infração, conforme o Art. 196 do CTB.

“Art. 196. Deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora de direção do veículo, o início da marcha, a realização da manobra de parar o veículo, a mudança de direção ou de faixa de circulação:

Infração – grave;

Penalidade – multa”

Por ser de natureza grave, a multa a ser paga é R$ 195,23, somando 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do condutor.

Não usar o cinto de segurança

Este dado deixou até mesmo Granzotti, gerente da Arteris, surpreso.

Segundo o especialista, foi possível perceber que o uso do cinto de segurança está mais ligado ao medo de ser flagrado pela fiscalização do que por conta da segurança que ele fornece.

Um fato curioso é que apenas 1% dos condutores ignora o equipamento de segurança. Entretanto, 48% dos passageiros no banco traseiro não utilizaram o cinto no período observado.

Esse erro é grave, pois, em caso de acidente, os passageiros do banco traseiro serão impulsionados para frente, podendo ser projetados para fora do veículo.

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Conforme informações apuradas pelo Portal R7, no Brasil, cerca de 140 pessoas perdem, por hora, a vida em acidentes de trânsito.

Ainda de acordo com o portal, o uso do cinto de segurança no banco dianteiro reduz 50% dos ferimentos fatais e 75% dos ferimentos graves no banco traseiro.

Na Espanha, conforme a Arteris, o uso do cinto de segurança é praticamente universal no banco da frente, mas 21,3% dos passageiros no banco de trás também deixaram de se proteger com o equipamento.

Você deve sempre lembrar que o motorista é responsável pela conduta dos passageiros e deve, portanto, alertar quanto ao uso do equipamento de segurança.

Condutor ou passageiro, ao não utilizar o cinto de segurança, conforme previsto no CTB, estará cometendo infração de natureza grave, recebendo como penalidade multa e uma medida administrativa, que prevê a retenção do veículo até que todos estejam utilizando o cinto.

Ultrapassar a velocidade permitida no local

Essa infração foi a mais cometida em todo o ano de 2017, inclusive nos feriados, e não poderia deixar aparecer nessa pesquisa.

Conforme a Arteris, 29,6% dos motoristas, ignorando o CTB e os órgãos de trânsito, circularam durante o período observado acima da velocidade.

Esse registro foi alto nos 3 países, pois na Espanha foram 38,3% dos condutores flagrados em alta velocidade e, na França, 41%.

No Brasil, a legislação aponta diferentes tipos de infrações, dependendo da velocidade apontada pelo agente de trânsito ou aparelho de fiscalização.

A natureza desse tipo de infração poderá ser média, se a velocidade tiver sido 20% superior à máxima permitida no local, ou grave, se o motorista trafegar com velocidade superior à máxima entre 20% e 50%.

Caso o motorista trafegue em velocidade superior à máxima em 50%, além da multa, que por ser infração gravíssima é no valor de R$ 880,41, o condutor tem o documento de habilitação apreendido e seu direito de dirigir suspenso.

Deixar de manter a distância mínima de segurança

O CTB estabelece, como medida de segurança, que os motoristas devam manter uma distância mínima entre o seu veículo e outro para que acidentes sejam evitados.

Entretanto, no período observado, na Rodovia Régis Bittencourt, 15,9% dos motoristas ignoraram a regra.

A Espanha registrou dado semelhante ao Brasil, já que 16,5% dos espanhóis não respeitaram a distância mínima. Na França, o dado foi ainda maior, já que 25% dos condutores não mantiveram a distância necessária.

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Se você comete esse erro às vezes, saiba que a medida é para a sua segurança também, pois caso o carro à sua frente freie o veículo bruscamente, as chances de você ser envolvido em um acidente são grandes.

Além disso, não manter a distância é infração, pois o CTB estabelece a seguinte medida:

“Art. 192. Deixar de guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu veículo e os demais, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade, as condições climáticas do local da circulação e do veículo:

Infração – grave;

Penalidade – multa”

 

Quais as Condições Estruturais das Rodovias Brasileiras?

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Conforme pesquisa da CNT, a qualidade das rodovias brasileiras piorou em 2017

O transporte rodoviário no Brasil é a principal alternativa para a movimentação de cargas e pessoas, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Conforme a Confederação Nacional do Transporte (CNT), que no ano de 2017 avaliou 105.814 km de rodovias, houve uma queda na qualidade do estado geral das rodovias brasileiras.

A CNT classificou como regular, ruim ou péssima 61,8% das rodovias. No ano de 2016, esse índice foi de 58,2%.

A pesquisa realizada pela confederação destacou, ainda, que, em 2017, 38,2% das rodovias foram consideradas em bom ou ótimo estado, enquanto que, em 2016, foram classificadas em boas condições 41,8% das rodovias.

Entre os aspectos apontados como ruins, a sinalização das rodovias foi o que mais apresentou deterioração.

Apenas 40,8% das autopistas pesquisadas apresentaram condições consideradas ótimas ou boas, mostrando a queda nas condições das rodovias, já que a pesquisa da CNT em 2016 considerou que 48,3% estavam em bom estado.

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Quanto à sinalização, 59,2% das rodovias observadas pela CNT foram consideradas regulares, ruins ou péssimas.

Conforme o presidente da CNT, Clésio Andrade, essa queda na qualidade das rodovias brasileiras tem relação direta com um histórico de baixos investimentos em infraestrutura rodoviária e, também, com a crise dos últimos anos.

Em relação à qualidade do pavimento, a pesquisa indicou que 50,0%, ou seja, a metade, apresenta qualidade regular, ruim ou péssima. Em 2016, este percentual era de 48,3%.

Essa pesquisa, que pode ser conferida no site da CNT, foi realizada em 30 dias, por 24 equipes de pesquisadores, com 5 equipes de checagem.

Além da avaliação do estado geral do pavimento e da sinalização, a pesquisa apresenta informações sobre a geometria das vias, infraestrutura de apoio, como postos policiais, postos de abastecimentos, borracharias, concessionárias e oficinas de caminhões ou ônibus, restaurante e lanchonetes.

 

Conclusão

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Más condições em rodovias podem estar contribuindo com o número de infrações

Como você pode perceber, as infrações cometidas diariamente nas rodovias não se diferenciam muito daquelas cometidas nos trajetos que circulamos em nosso cotidiano.

O uso do celular ao volante, o tráfego acima da velocidade permitida e a falta do uso do cinto de segurança são comuns até mesmo em rodovias, onde o trânsito pode ser mais intenso.

Apresentei também os dados apurados pela pesquisa da CNT que, ao avaliar as condições das rodovias brasileiras, constatou um triste fato: houve uma piora na qualidade.

E essas más condições podem levar qualquer motorista a cometer algum tipo de infração, pois uma rodovia má sinalizada poderá fazer com que ocorra uma colisão frontal ao não estar sinalizada uma curva perigosa, por exemplo.

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Você costuma trafegar pelas rodovias do Brasil? Concorda com as informações das pesquisas?

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