10 Cuidados Que Você Deve Ter Ao Comprar Moto Usada (O 8º é Essencial!)

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Você já pensou em comprar moto para tornar a sua vida mais fácil?

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Talvez você já tenha uma e está pensando em trocá-la, certo?

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Bom, o fato é que há bons motivos que levam uma pessoa a investir em um veículo de duas rodas.

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O primeiro é a mobilidade.

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No trânsito caótico das grandes cidades, com os engarrafamentos que acontecem a qualquer hora, o motociclista se locomove com maior facilidade.

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Ele pode, por exemplo, passar por uma fila de veículos parados no sinal vermelho de um cruzamento com semáforo.

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Quem costuma dirigir carro sabe que é possível perder bastante tempo em situações como essa, quando não há uma alternativa para transpor o congestionamento.

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O resultado disso é muito pior do que chegar tarde em casa ou se atrasar para algum compromisso.

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Enfrentar o trânsito parado diariamente eleva consideravelmente o nível de estresse de uma pessoa.

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Diminuir o estresse já é um excelente motivo para comprar moto.

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Mas existe outro motivo: a economia.

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Primeiro, porque uma motocicleta é, na média, muito mais barata que um carro. Segundo, porque consome menos combustível. Bem menos.

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Então, além de perder menos tempo no trânsito, o motociclista gasta menos dinheiro.

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Perfeito, não?

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Mas a moto tem suas desvantagens também.

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A principal é a segurança.

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Qualquer colisão ou manobra brusca para desviar de um obstáculo pode levar o motorista ao chão.

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Se em um automóvel um acidente leve não causa ferimentos no condutor, na motocicleta ele pode se machucar.

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Andando com cuidado, porém, conduzir uma moto não é tão mais perigoso do que dirigir um carro.

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Basta estar sempre com a máxima atenção e se antecipar a qualquer possibilidade de problema.

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Por exemplo, se um veículo pode fechar sua frente, não confie, deixe uma distância maior.

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Provavelmente você já sabe de tudo isso e está aqui por outro motivo, não é mesmo?

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Caso já tenha decidido comprar moto, o passo seguinte é decidir se a melhor escolha é uma moto nova ou usada.

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Siga a leitura e descubra!

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Comprar Moto Usada x Moto Nova

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Se você quer comprar moto principalmente pela questão da economia, o assunto dinheiro entra novamente em jogo na hora de decidir entre um veículo novo ou usado.

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Assim como praticamente qualquer coisa que pode ser comprada, a motocicleta nova é bem mais cara.

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Afinal, está em perfeitas condições, acabou de sair da fábrica e nunca foi utilizada.

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Quão mais barata é a moto usada?

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É difícil afirmar um percentual, porque além da idade e quilometragem do veículo, o preço depende da sua conservação.

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Se o proprietário anterior é um motociclista cuidadoso, que nunca sofreu um acidente e sempre cuidou muito bem da sua moto, ela terá um valor de venda maior.

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Para não ficar em cima do muro e dar a você uma resposta melhor, vamos pegar como exemplo o preço da Honda Biz 125 Flex, de acordo com a tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

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A tabela Fipe é muito usada como parâmetro para negociações de veículos usados.

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Ela expressa o preço médio dos modelos disponíveis no mercado nacional.

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Segundo a tabela (que pode ser consultada aqui), o preço médio da Honda Biz 125 Flex zero quilômetro é R$ 10.407,00.

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O modelo 2018 usado tem o preço médio de R$ 9.145,00. Ou seja, R$ 1.262,00 (ou 12,1%) a menos por uma moto praticamente nova, pois recém foi adquirida.

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A mesma Biz 125, em seu modelo 2017, tem o preço médio de R$ 8.726,00 segundo a Fipe. Já o de 2016 custa, em média, R$ 8.433,00.

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Desse modo, podemos dizer que, além da desvantagem de o veículo novo custar muito mais, a sua desvalorização é muito rápida.

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Se você estiver pensando em revender a moto futuramente, saiba que só o fato de ela ter saído da concessionária já diminui consideravelmente seu valor de venda.

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Mas é claro que optar por uma motocicleta zero quilômetro também tem as suas vantagens.

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Quanto mais tempo e chão tem um veículo (seja ele de duas ou quatro rodas), maior a chance de ele dar algum tipo de problema.

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Isso não quer dizer necessariamente que você ficará na mão, mas que pelo menos perderá mais tempo e dinheiro com revisões e manutenções.

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A moto nova, por sua vez, está zerada, sem nenhum desgaste provocado pelo mau uso ou qualquer outra razão.

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Para decidir, coloque tudo isso na balança.

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Se você considera a moto uma necessidade e não um investimento, considere comprar uma nova.

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Pessoas desse perfil se preocupam menos com a revenda, pois querem, acima de tudo, um veículo confiável.

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Por outro lado, se você está com o dinheiro curto, comprar moto usada em boas condições é uma escolha mais racional.

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Outra possibilidade é, com a mesma quantia que seria gasta para comprar moto nova, adquirir uma usada de um modelo melhor – mais potente, segura e confortável.

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Seja qual for o motivo, se a escolha não for por um veículo zero quilômetro, é fundamental tomar alguns cuidados para não ficar na pior.

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A seguir, falaremos sobre eles.

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10 Cuidados ao Comprar uma Moto Usada

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Não ceda à pressão do vendedor na hora de escolher sua moto, mesmo que ele diga que há outros interessados e você considere a oferta imperdível.

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Desconfie sempre, pois o barato pode sair caro.

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Para não entrar em uma furada, siga as dicas abaixo e só feche o negócio se tiver certeza de que fez tudo que estava ao seu alcance para se certificar de que está adquirindo uma boa moto.

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1. Consulte o Renavam

Renavam é o acrônimo para Registro Nacional de Veículos Automotores.

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É um banco de dados em que são cadastradas várias informações sobre os veículos do país, alimentado pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans).

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Cada veículo, ao ser registrado, recebe um código (que desde 2013 é composto por 11 dígitos) referente ao Renavam, que é mantido o mesmo em caso de transferência de propriedade.

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O que isso tudo tem a ver com comprar moto usada?

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A partir desse código, é possível conferir algumas informações que podem interessar muito ao comprador.

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Por exemplo: o número do chassi, ano de fabricação, cor original, restrições, débitos, sinistros e histórico de roubos e furtos.

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Já pensou comprar moto e só depois do pagamento descobrir que há uma grande quantidade de multas não pagas vinculadas ao seu Renavam?

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Nesse caso, o comprador seria responsável por quitar o débito, sob pena de não poder fazer um novo registro, exigência quando há transferência de propriedade.

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Para saber como consultar as informações vinculadas ao Renavam da moto ou de outro veículo, leia esse outro artigo.

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2. Faça uma Revisão Especializada

Se você não possui grande conhecimento sobre mecânica, é importante contar com a ajuda de alguém que entende do assunto.

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Leve-a a um mecânico de confiança e peça para ele fazer uma inspeção minuciosa.

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As dicas seguintes ajudarão você a encontrar problemas por conta própria, mas um especialista sempre será mais capaz de avaliar o veículo.

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Mesmo que você tenha uma pessoa com esses conhecimentos em que confia, vale a pena seguir as próximas dicas, pois um dia elas certamente serão muito úteis.

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3. Observe Criticamente a Aparência da Moto

Avalie bem cada componente da motocicleta. Como está o acabamento? Ela está bem bonita? Parece bem cuidada?

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Na hora de tirar conclusões sobre o que observou, pense muito bem.

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Uma moto em boas condições pode significar duas coisas: que o dono anterior realmente cuidou bem dela ou que ele fez reformas e modificações para esconder ou consertar algum problema.

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A dica é avaliar o conjunto.

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A pintura, por exemplo, está condizente com a quilometragem e os demais componentes da moto? A pedaleira está gasta mas o guidão está tinindo de novo?

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Confie no seu instinto ou tenha ao seu lado alguém que tem experiência nesse tipo de avaliação.

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Às vezes, é preferível optar por uma moto um pouco mais desgastada, mas que inspire o sentimento de que nada está sendo escondido.

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4. Não se Deixe Enganar Pelo Hodômetro

Já que mencionamos a quilometragem, não confie cegamente no que diz o hodômetro, a não ser que você tenha certeza que o vendedor é uma pessoa honesta.

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Além do caso de que falamos acima, da moto com componentes cujo estado contradiz o que sugere o hodômetro, pode acontecer o contrário.

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Ou seja, você notar que as pedaleiras, guidão e outros itens da motocicleta estão com um certo desgaste ao mesmo tempo que o painel indica uma quilometragem baixa.

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Esse pode ser um forte indício de que o hodômetro foi adulterado.

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Está com essa desconfiança e não conhece o vendedor? Evite comprar a moto.

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5. Procure Indícios de Tombos

Mesmo que não adulterem o hodômetro, é comum, infelizmente, que vendedores escondam alguns fatos sobre a motocicleta que estão tentando vender.

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Se ela já foi ao chão algumas vezes, por exemplo, não será tão atrativa aos possíveis compradores.

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Mas há uma série de sinais que pode revelar a verdade.

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Tricas e arranhões nos espelhos, guidão, escapamento, pedaleira, lanternas e outras partes da moto, por exemplo, são fortes indícios de que ela já caiu.

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O problema é que uma queda pode ter consequências no alinhamento das rodas e suspensão.

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Se esse for o caso, a compra é um mau negócio.

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6. Verifique o Alinhamento

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No item anterior, ressaltamos a possibilidade de problemas no alinhamento da moto.

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Por vários motivos, o quadro ou a suspensão do veículo podem estar empenados, fazendo ela inclinar para um dos lados. Você pode verificar essa situação fazendo um test drive.

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Se você reparar o desalinhamento mas julgar que ele não incomoda o suficiente para impedir a compra, pense novamente.

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Além de prejudicar a estabilidade da moto, futuramente isso pode gerar outros problemas, como o desgaste irregular dos pneus.

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7. Faça um Test Drive

Aproveite o test drive recomendado no item anterior para verificar a dirigibilidade da motocicleta no geral.

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Repare não somente no alinhamento, mas também nos comandos.

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Se a embreagem estiver dura demais, esse é um indício de que a motocicleta já deu o que tinha que dar.

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Acelerador, câmbio e freios também não podem estar duros ou ruins de acionar.

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Mesmo que no teste isso tudo não incomode você, pense em como seria dirigir diariamente uma moto nessas condições.

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8. Cuidado Com as Falsificações

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Antes de fechar a compra, confira o número do chassi na documentação do veículo e veja se é o mesmo que está gravado na moto, atrás do garfo.

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Veja se o chassi, a placa e a cor são os mesmos no documento, ao vivo e na consulta ao Renavam.

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Confira minuciosamente para se certificar que não há adulterações.

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A venda de veículos clonados é mais comum do que você imagina.

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9. Atente à Parte Elétrica

É conhecido como chicote elétrico o conjunto de cabos que transportam energia elétrica e transmite informações para os diversos sistemas periféricos da motocicleta.

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Sobre ele, está a carenagem da moto e o seu assento. Removendo-os, é possível verificá-lo.

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Observe se a fiação está em boas condições, ordenada, sem emendas ou sinais de “gambiarras”.

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Teste todos os comandos elétricos – faróis, setas, luz de freio e buzina.

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Ao girar a chave para ligar a moto, verifique também se todas as luzes do painel acendem.

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A parte elétrica de qualquer tipo de veículo é, geralmente, um tanto complexa.

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Qualquer pequeno probleminha constatado poderá resultar em uma grande dor de cabeça no futuro, e demandar uma manutenção bastante custosa.

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10. Evite Moto Com Escapamento Esportivo

Verifique se o escapamento da motocicleta é original.

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A questão do escapamento esportivo em motos é uma polêmica antiga.

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O fato é que não é raro proprietários serem multados de acordo com o artigo 230, inciso VII, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que define como infração grave conduzir veículo com “característica alterada”.

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Além disso, quando a propriedade de um veículo é transferida, deve ser feito um novo registro, e o inciso IV do artigo 124 do CTB determina que um dos requisitos para esse procedimento é:

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“IV - Certificado de Segurança Veicular e de emissão de poluentes e ruído, quando houver adaptação ou alteração de características do veículo;”

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O escapamento esportivo pode resultar na reprovação na vistoria do Certificado de Segurança Veicular (CSV).

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Como Funciona a Transferência da Documentação da Moto

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Decidiu comprar moto usada?

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Depois de encontrar o veículo perfeito e fechar a transação (seguindo, antes, todas as nossas dicas, é claro), não perca tempo e registre-o logo em seu nome.

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É o artigo 123 do Código de Trânsito que exige o novo registro no caso de transferência:

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“Art. 123. Será obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo quando:

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I - for transferida a propriedade;

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(...)”

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O primeiro passo é escrever, no verso do Certificado de Registro de Veículo (CRV), as informações referentes à venda da moto.

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Nesse local está o formulário de “Autorização para Transferência de Propriedade de Veículo ATPV”.

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Ele deve ser preenchido com o valor da venda, local, data e os dados do comprador: RG, CPF ou CNPJ e endereço.

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O antigo e o novo proprietário devem ir a um cartório para reconhecer suas assinaturas no formulário e emitir uma cópia autenticada.

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O passo seguinte é a pessoa que está vendendo a moto, de posse da cópia autenticada, ir a um posto de atendimento do Detran e comunicar a transferência ao órgão.

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De acordo com o CTB, em seu artigo 134, ele tem 30 dias para fazê-lo. Caso contrário, será responsabilizado pelas possíveis infrações cometidas pelo novo proprietário.

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O comprador, por sua vez, tem 30 dias para adotar as providências necessárias para a efetivação da expedição do novo CRV.

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Desrespeitar essa regra é, segundo o artigo 233 do Código de Trânsito, uma infração de natureza grave.

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Para não ter problemas, baixe a minha lista de documentos para a transferência de veículo e o meu contrato de compra e venda. Clique aqui para garantir o acesso!

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E se Você Quiser Customizar a Moto Nova

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Depois de comprar moto, você pode querer acrescentar ou modificar acessórios, seja para deixá-la mais funcional ou simplesmente para que ela fique a sua cara.

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Como fazer isso dentro da lei?

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O artigo 98 do Código de Trânsito deixa claro que um veículo, seja ele uma moto, carro, caminhão ou o que for, não pode ser modificado a bel-prazer do proprietário:

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“Art. 98. Nenhum proprietário ou responsável poderá, sem prévia autorização da autoridade competente, fazer ou ordenar que sejam feitas no veículo modificações de suas características de fábrica.”

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O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) define, no anexo de sua Resolução Nº 292/2008, uma lista com as modificações permitidas.

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O primeiro passo, portanto, é conferir se a alteração pretendida consta na tabela da resolução.

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Mesmo que conste na lista, será necessário, conforme as regras do Contran, obter uma autorização do órgão de trânsito e submeter o veículo a uma inspeção de segurança para a emissão do CSV.

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O Que diz o CTB

Desrespeitar as regras da Resolução Nº 292 do Contran sujeita o proprietário do veículo à multa da já citada infração do artigo 230 do CTB, que diz o seguinte:

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“Art. 230. Conduzir o veículo:

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(...)

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VII - com a cor ou característica alterada;

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(...)

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Infração - grave;

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Penalidade - multa;”

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De acordo com o artigo 258 do código, a multa para uma infração de natureza grave, que é o caso dessa de que estamos falando, é de R$ 195,23.

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O artigo seguinte (259) determina a quantidade de pontos computados na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do infrator.

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Para infrações de natureza grave, são cinco pontos. Lembrando que, de acordo com a regra do artigo 261, quem acumular 20 pontos no período de 12 meses tem a habilitação suspensa.

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O Que Levar em Conta Ao Comprar uma Moto Nova

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O enfoque desse artigo foram dicas para levar em consideração ao comprar moto usada porque trata-se de uma aquisição que demanda maiores cuidados.

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Mas isso não quer dizer que você pode comprar moto zero quilômetro de olhos fechados. Essa também é uma escolha que deve ser bastante pensada.

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Primeiramente, reflita sobre qual tipo de moto você quer.

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Ela servirá apenas para andar na cidade ou você pretende fazer distâncias maiores, andando em rodovias?

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Motocicletas de cilindradas mais baixas são ótimas para o trânsito urbano e gastam menos combustível.

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Mas se você planejar viajar, convém escolher um modelo mais potente, robusto e confortável.

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Além disso, tenha em mente que a moto, mesmo sendo zero quilômetro, pode ter algum problema, seja por defeito de fábrica ou por conta do transporte inadequado até a loja.

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Assim como na moto usada, portanto, você precisa atentar aos detalhes.

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O acabamento precisa estar impecável e os pneus devem estar ainda com as rebarbas e o silicone de proteção.

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Depois de comprar a moto, preste atenção em tudo que considerar estranho.

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Veja se não há vazamento de fluido, óleo ou gasolina e teste os freios.

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Se algo não estiver do seu agrado, volte à concessionária e reclame.

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Conclusão

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Como ressaltamos no início do texto, a resposta para a dúvida entre comprar moto usada ou nova vai depender do que você está querendo.

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Comprar moto usada custa menos, porém é preciso tomar mais cuidados antes da aquisição.

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Isso sem contar o fato de que as revisões e manutenções serão mais frequentes.

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Mas se o dono anterior sempre cuidou bem da motocicleta e você fizer o mesmo, é possível que ela nunca o deixe na mão.

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Se a decisão for comprar moto nova, você pagará mais caro e verá o veículo desvalorizando consideravelmente só por ter deixado a concessionária.

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Em compensação, você provavelmente andará mais quilômetros até ela exigir uma atenção mais frequente de seu mecânico.

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Seja qual for a sua decisão, ande sempre dentro do limite de velocidade e respeite as leis de trânsito.

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Essa dica serve não só para se ver livre de multas, mas principalmente para evitar acidentes, que são especialmente perigosos para os motociclistas.

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Ainda não sabe se deve comprar moto nova ou usada?

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Então, deixe um comentário abaixo com a sua dúvida.

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Ou entre em contato com nossa equipe. Ficaremos felizes em ajudar.

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Referências:

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  1. http://veiculos.fipe.org.br/
  2. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503.htm
  3. https://infraestrutura.gov.br/images/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_292.pdf
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