Importar Carros Vale a Pena? Saiba Quanto Custa

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São muitos os motivos que podem levar as pessoas a importar carros.

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Adquirir automóveis que não são fabricados no Brasil permitem que você tenha um modelo que poucas pessoas têm aqui.

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Além disso, a tecnologia e a segurança dos veículos de fora são, normalmente, mais desenvolvidas.

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Por exemplo, só a partir de 1º de janeiro de 2014 que as montadoras brasileiras passaram a ser obrigadas a instalar airbag em 100% de sua produção de carros de passeio, segundo a Resolução Nº 311/2009 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

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A mesma data foi estabelecida (pela Resolução Nº 380/2010) como limite para que todos os automóveis passassem a ser produzidos com freios ABS.

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Em outros países, os dois equipamentos já eram padrão há muito tempo, mesmo nos modelos mais populares.

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Como você já deve estar cansado de saber, a alta carga tributária existente no Brasil é o que torna um automóvel tão caro.

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Desse modo, os fabricantes acabam não aplicando toda a tecnologia que a montadora desenvolveu nos veículos destinados aos consumidores brasileiros, pois isso tornaria o preço final do automóvel ainda maior.

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A opção acaba sendo produzir um carro mais básico, sem alguns dispositivos e componentes, para que ele seja mais acessível.

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Em muitos países do exterior, além da população ter um poder aquisitivo maior, a quantidade de impostos não costuma ser tão alta.

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No entanto, é claro que você não vai importar carros pagando o mesmo que um consumidor do outro país paga.

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Afinal, as importações também são taxadas, é claro – e não é pouco.

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Mesmo que, financeiramente, importar carros não seja mais barato do que adquirir um veículo de fabricação nacional, pode significar a possibilidade de adquirir um automóvel de melhor qualidade, mais seguro e mais inteligente.

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Porque, como sabemos, nos veículos fabricados no Brasil, a tecnologia de ponta só está presente nos modelos de luxo, pelos motivos que explicamos anteriormente.

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Acha esse papo de importar carros complicado demais?

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Então, siga a leitura que vamos tentar explicar melhor, ao longo deste artigo, como funciona esse processo.

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Importar Carros Vale a Pena?

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Se não ficou claro na introdução acima, vamos repetir: importar carros não costuma ser mais barato do que comprar automóveis da mesma categoria que são fabricados em solo nacional.

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Isso não acontecia nem quando era possível evitar a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na chegada do carro ao Brasil (falaremos mais sobre isso depois)

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Porque, mesmo que o fabricante estrangeiro não pague tantos impostos, o que resulta em um custo de produção menor e, consequentemente, em um preço de venda mais barato, o IPI não é o único imposto que deve ser pago ao trazer um automóvel do exterior.

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São cobrados também o Imposto de Importação, PIS/PASEP, Cofins e ICMS. Se fosse apenas isso, seria ótimo.

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Mas ainda tem o custo do frete internacional, seguro, da armazenagem no porto, taxa cobrada pela marinha mercante e gastos com despachante.

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Além disso, há uma pesada burocracia a ser enfrentada e, é claro, o comprador não poderá ter o seu carro em mãos de imediato.

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Geralmente, o prazo para a entrega é de cerca de três meses para quem importa um carro do exterior em vez de comprá-lo de uma concessionária.

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Com tudo isso, a maioria conclui que não vale a pena importar carros. Há casos, no entanto, em que essa é a única maneira de satisfazer uma grande vontade.

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Estamos falando dos carrões como Camaro, Mustang, BMW e outras marcas e modelos que não são fabricados aqui.

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Quem busca um automóvel dessa categoria geralmente sabe o que quer.

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Pode ser potência, conforto, luxo ou grife.

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Por conta dessas características especiais, o preço desses veículos costuma ter três dígitos, muitas vezes ultrapassando os R$ 200 mil.

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Nesses casos, podemos dizer que importar carros vale a pena, sim.

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Pois talvez nenhum carro nacional traga o que está sendo procurado.

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Agora, se estamos falando de um carro cujo preço não é tão alto, você precisa entender que algumas das despesas que citamos, como o frete, não são proporcionais ao seu preço.

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Por exemplo, imagine que o translado do veículo custe R$ 5 mil e o carro em si R$ 60 mil. Apenas o frete será mais de 8% do seu preço.

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Nessa hipótese, somando todos os demais custos, chegaremos a um valor muito maior que o original, sendo que, provavelmente, há carros da mesma categoria mais baratos fabricados aqui.

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Resumindo, para saber se a importação vale a pena, você precisa ter muito claro na sua cabeça o que está procurando e se certificar de que as as opções nacionais não atendem à sua necessidade.

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Importar Sozinho ou Com Ajuda de Empresa?

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Geralmente, depois de decidir comprar um carro importado, a dúvida é se o melhor é comprar direto de uma concessionária ou importadora autorizada ou comprar do fornecedor do exterior.

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Financeiramente, importar carros por conta própria, ou seja, comprando do vendedor estrangeiro, é seguramente mais vantajoso.

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Isso porque, nesse caso, você pagará, além do preço de venda que o veículo tem no outro país, apenas os tributos necessários para a importação e os custos com a burocracia e transporte.

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A lógica comercial de uma empresa que tem como prática importar carros novos e vendê-los para os consumidores brasileiros é completamente diferente.

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É somada uma nova margem de lucro, que é definida a partir da demanda.

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Não é estabelecido um preço justo, mas sim aquele que as pessoas estão dispostas a pagar.

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E nem sempre a intenção é vender o maior número possível de veículos.

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Como assim?

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Por exemplo, é preferível vender 21 veículos por R$ 200 mil do que 30 por R$ 140 mil.

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O faturamento será o mesmo (R$ 4,2 milhões), mas a importadora poupou os custos com a importação de nove veículos.

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A disposição de alguns brasileiros em pagar tão caro geralmente se deve ao valor agregado da marca.

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Ter um Camaro custa, no Brasil, mais do que o dobro do preço que dos Estados Unidos.

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A proporção nem sempre é essa, é claro. Há veículos vendidos por importadoras cujo preço não é tão mais alto assim do que o cobrado no país de origem, porque não há um valor simbólico de status da mesma dimensão.

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Mesmo nesses casos, via de regra é mais barato importar carros por conta própria – pelo menos 10% a menos.

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O que pode acontecer é o comprador não ter muita disposição para esperar.

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Como falamos anteriormente, depois de fazer o pedido, são cerca de 90 dias até o veículo chegar.

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E se a sua dúvida é para decidir se vale a pena fazer a importação sem a intermediação de ninguém, ou seja, tratar sozinho de todos os trâmites comerciais e burocráticos, pode tirar essa ideia da cabeça.

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Isso porque o processo é tão complicado que só alguém especializado no assunto é capaz de vencer todas as etapas.

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É o que afirmou Rivaldo Santos, diretor comercial de uma importadora de São Paulo, em entrevista ao site UOL.

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“Há muitos processos envolvidos e tentar cumpri-los sozinho pode até atrapalhar. São muitos procedimentos e critérios de classificação de um carro, e uma pessoa sem conhecimento não vai saber fazer”, garantiu.

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O mesmo artigo para o qual Santos foi entrevistado expôs as etapas do longo processo que é importar carros.

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O passo a passo da importação inclui:

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  • Habilitação no Siscomex (sistema usado pela Receita Federal);

  • Obtenção de senha no Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros (Radar);

  • Emissão do Pró-forma Invoice (intenção de compra com dados do comprador, vendedor, veículo e da transação);

  • Licença do Ibama (atestando que o veículo atende à legislação ambiental brasileira);

  • Solicitação do Certificado de Adequação à Legislação Nacional de Trânsito (CAT, que comprova que o veículo está de acordo com as regras brasileiras de circulação);

  • Filiação (caso se trate de um carro antigo, ele deve ser filiado a um clube e à Federação Brasileira de Veículos Antigos);

  • Solicitação da Licença de Importação (LI, concedida pelo Departamento de Operações de Comércio Exterior);

  • Pagamento (só é feito depois de concluídas as etapas anteriores, via Banco Central);

  • Remessa da mercadoria (etapa em que é dada, finalmente, a ordem de exportação);

  • Desembaraço aduaneiro (é a tarefa de encaminhar os documentos à Secretaria da Receita Federal, pedir a Declaração de Importação, pagar os impostos e liberar o veículo recém chegado ao Brasil).

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Você se imagina tendo que se preocupar com cada uma dessas etapas por conta própria?

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Tenha em mente que a lista acima é apenas um resumo.

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Se você pesquisar os detalhes de cada passo, verá que é ainda mais complicado do que parece.

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É por isso que, quando falamos em importar carros por conta própria, na realidade há um intermediário por trás da transação, que é uma empresa especializada que será responsável por esses trâmites.

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Obviamente, esse serviço tem um custo.

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Mesmo assim, sai mais barato importar carros dessa maneira do que comprar um importado de uma concessionária.

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Porque o importador independente cobra por um serviço de uma compra já confirmada, enquanto o vendedor traz os veículos antes de vendê-los, assumindo um risco maior, e acrescenta a margem de lucro de que falamos anteriormente.

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Fim da Sobretaxa do IPI

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O IPI, Imposto sobre Produtos Industrializados, é um tributo bastante polêmico.

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É um encargo que encarece uma série de produtos essenciais, como eletrodomésticos, por exemplo.

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Quando precisou estimular o mercado interno brasileiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou o imposto para carros populares, o que resultou em uma queda significativa no preço dos automóveis.

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A alíquota atual varia.

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Quanto mais altas são as cilindradas do veículo, maior é o percentual sobre o preço que corresponde ao IPI.

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O tributo também já foi usado pelo governo em medidas protecionistas – que têm o objetivo de proteger o mercado nacional impondo barreiras à importação.

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O protecionismo é uma maneira artificial de fomentar a economia nacional, por isso algumas práticas são condenadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC), por atentarem contra o livre comércio.

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É o caso do Inovar Auto, um programa do governo que existe desde 2012.

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Uma de suas regras é a taxação com 30 pontos percentuais de IPI a mais para empresas que ultrapassam a cota de 4,8 mil veículos importados por ano.

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Com a condenação da OMC, o programa e, consequentemente, a sobretaxa do IPI para carros importados, vale apenas até o dia 31 de dezembro de 2017.

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A consequência dessa novidade deve ser uma queda no preço dos veículos importados, mas a dimensão dessa mudança ainda é desconhecida, e as opiniões sobre o assunto não são consensuais.

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Alguns especialistas acreditam que os carros ficarão bem mais acessíveis e o mercado de importados terá um aumento significativo em 2018.

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Mas há também analistas que não acreditam em uma transformação tão grande no mercado.

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Em entrevista à Gazeta do Povo, Orlando Merluzzi, presidente da consultoria MA8, lembrou que algumas companhias importadoras não repassavam o custo do IPI extra aos consumidores e, com a extinção da regra, aproveitarão para recuperar a rentabilidade.

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Ele lembra também que, em 2012, quando surgiu o Inovar Auto para conter a “invasão estrangeira”, o desemprego era baixo, o financiamento era farto e o dólar estava baixo.

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Hoje, a situação é contrária, argumento que leva a crer que o aumento nas vendas de importados não será tão significativo assim.

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Não Existe Mais Isenção do IPI

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Quando tentávamos responder se vale ou não a pena importar carros, mencionamos que já foi possível obter a isenção de IPI na compra.

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O argumento era que cobrar IPI de uma pessoa física que importa um veículo por conta própria era ilegal.

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O processo não era simples, pois era preciso obter uma liminar para suspender a cobrança na chegada do carro ao Brasil.

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Em fevereiro de 2016, porém, o Supremo Tribunal Federal (STF) acabou com a “farra do IPI”.

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O entendimento foi que o imposto deve incidir também na compra independente de uma pessoa física para uso próprio.

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Desse modo, não é mais possível escapar do pagamento desse imposto ao importar carros por conta própria.

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Como Importar Carros Antigos

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A legislação brasileira não permite que sejam importados automóveis usados. Apenas zero quilômetro.

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As exceções para o ingresso de veículos usados são para:

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  • Veículos utilizados em missões militares ou consulares;

  • Recebidos como herança em país estrangeiro;

  • Que sejam de um viajante estrangeiro não residente;

  • Destinados a doação;

  • Utilizados no transporte internacional de carga ou passageiro, que tenham ingressado no país exercendo essa atividade.

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No caso de um carro comprado e importado, a única exceção são os veículos com mais de 30 anos. Justamente os mais procurados pelos colecionadores de carros antigos.

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Os automóveis antigos só podem ser adquiridos, no entanto, se estiverem em condições de rodagem.

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Ou seja, você não pode comprá-lo aos pedaços para realizar a montagem aqui.

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Fora isso essas duas regras, da idade e condições de rodagem, não há restrições. É possível importar carros de qualquer marca, modelo e país.

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Os veículos de coleção com mais de 30 anos são, inclusive, os únicos casos de carros autorizados pelo Contran a circularem no Brasil com o volante no lado direito (caso dos automóveis ingleses, por exemplo).

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Para importar carros antigos, o processo não é mais simples do que o que envolve a importação de automóveis zero.

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É necessário um cadastro no Radar e a emissão de uma fatura pró-forma, em que tudo é detalhado: informações sobre o veículo, sobre comprador, vendedor e sobre a transação.

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Tal e qual a compra do carro novo. O CAT e a Licença de Importação também são exigidos na compra de um carro antigo.

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Além de tudo isso, existe a exigência extra de ser filiado a um clube de carros antigos e à FBVA.

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Lembre-se de que o pagamento só deve ser feito quando a Licença de Importação estiver em mãos.

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Importar carros antigos não é mais barato que comprar um exemplar do mesmo modelo aqui.

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No entanto, quem recorre a vendedores estrangeiros tem mais opções e, portanto, encontra veículos em melhores condições.

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Isso, para um colecionador, é muitas vezes mais importante do que o preço final do automóvel.

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Mas como a pessoa que está vendendo o veículo está em outro país, vale redobrar os cuidados para garantir que o bem adquirido condiz com as características anunciadas.

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O mais seguro é conferir isso tudo pessoalmente.

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Outras Dúvidas Comuns Sobre Importação de Carros

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A seguir, procuramos responder outras questões sobre o assunto.

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1. Não posso importar carros usados com menos de 30 anos?

Não.

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Como ressaltamos acima, além dos carros zero, apenas veículos antigos, com mais de 30 anos de fabricação, podem ser importados.

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Há quem defenda, porém, a criação de uma lei que permita importar também veículos com mais de dez anos de idade.

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Já houve inclusive uma sugestão registrada no portal Ideia Legislativa, do Senado Federal, solicitando essa medida.

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O argumento é permitir o acesso dos consumidores brasileiros a veículos diferenciados.

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A proibição da importação de carros usados é uma prática regular em boa parte do mundo.

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Somando isso ao fato de que no Brasil são comuns as medidas protecionistas no setor, a tendência é que a regra atual seja mantida.

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2. Posso importar carros de passeio a diesel?

Muita gente não sabe, mas o Brasil é o único país no mundo em que carros de passeio movidos a diesel são proibidos.

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A regra foi instituída em meados dos anos 1970, durante a crise do petróleo, quando foi criado o Programa Nacional do Álcool (ProÁlcool).

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O problema é que a proibição não diz respeito apenas à fabricação desse tipo de veículo em solo brasileiro, mas também à importação.

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O que é uma pena, pois os carros a diesel tem grandes vantagens em relação aos movidos a gasolina.

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A principal delas é financeira: os automóveis com motor a diesel têm maior autonomia e o combustível é mais barato.

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3. Vale a pena comprar um importado usado que já está em circulação no Brasil?

Já que não é possível importar carros usados, que tal comprar um modelo importado de um proprietário brasileiro?

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Nesse caso, não há nenhuma restrição, pois o veículo foi registrado legalmente no país.

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O procedimento de transferência de propriedade seria igual ao do um carro de fabricação nacional.

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Nesse caso, para responder se a compra vale ou não a pena, voltamos ao que falamos no início do artigo.

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Se os carros nacionais, usados ou zero, não entregam o que você está procurando, o jeito é comprar o importado.

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É necessária uma atenção especial, porém, para não comprometer o seu orçamento, pois o seguro e a manutenção de um automóvel importado são mais caros.

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Caso você esteja planejando a compra de um usado importado, priorize modelos de 2010 para cá.

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Segundo o mecânico Pedro Luiz Scopino, entrevistado pelo Jornal do Carro do Estadão, veículos anteriores a esse ano dão mais problemas e encontrar peças para eles é mais difícil.

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Conclusão

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É verdade que os veículos fabricados em outros países costumam ser mais tecnológicos e seguros, como salientamos no início do texto.

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Mas também é verdade que, nos últimos anos, os carros brasileiros avançaram muito nesses quesitos, e a diferença não é mais tão grande.

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Então, talvez você encontre um automóvel com as características desejadas no Brasil, por um preço menor que o de um carro importado.

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Por outro lado, se você sonha em adquirir um modelo específico que só é fabricado em outro país e tem condições financeiras para importar, siga em frente.

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Nesse caso, para economizar um bom dinheiro, compre direto do exterior, com o auxílio de uma empresa que fica responsável pelos trâmites burocráticos (que não são poucos).

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Mas prepare-se para esperar cerca de três meses para ter o tão sonhado automóvel na sua garagem.

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E então, qual veículo você gostaria de importar?

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Referências:

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  1. https://infraestrutura.gov.br/images/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_311_09.pdf
  2. https://infraestrutura.gov.br/images/Resolucoes/RESOLUCAO_CONTRAN_380_10.pdf
  3. https://www.uol.com.br/carros/noticias/redacao/2014/05/08/burocracia-dificulta-importar-carro-mas-preco-final-pode-compensar.htm
  4. https://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/impostaco-do-carro-importado-vai-acabar-mas-nao-espere-que-os-precos-caiam-6l48svlfmdfuxhnux2xvjrunu/
  5. http://jornaldocarro.estadao.com.br/carros/comprar-importado-usado-requer-atencao/
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