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O que importa ao escolher seu primeiro automóvel

Pode parecer simples decidir qual primeiro automóvel comprar, afinal qualquer um de nós consegue pensar em um modelo dos sonhos.

Porém, a realidade é outra. É necessário pensar no automóvel não apenas como uma máquina que nos carrega de um lugar ao outro durante o dia, mas como algo que exige cuidados, que tem suas capacidades e limites, que acarreta impostos e que precisa estar dentro do exigido pela lei.

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A taxonomia dos carros

Existe uma gama de tipos de carro, cada um com suas particularidades.

É necessário encontrar aquele que se encaixa nas necessidades suas e da sua rotina. Também precisamos pensar nos custos e cuidados que cada modelo exige.

Tudo isso pode parecer muita informação, mas estamos aqui para lhe ajudar. Por isso, vamos começar pensando exatamente em qual automóvel melhor atende suas exigências.

Modelo hatch

Muito populares no Brasil, eles são uma boa opção para quem está escolhendo o primeiro carro.

Os modelos hatch, que estão entre os veículos mais populares no país, são os mais compactos, em que o bagageiro não se projeta da parte de trás do carro, mas está embutido no corpo da carroceria.

De acordo com a Exame, os quatro carros mais vendidos no Brasil, em 2016, foram o Onix (Chevrolet), o HB20 (Hyundai), o Ka (Ford) e o Prisma (Chevrolet). Por serem compactos, são carros muito úteis nas cidades.

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É mais fácil encontrar um espaço para estacioná-los e manejá-los em vias com muita densidade de veículos.

Por causa das suas dimensões, nesses carros, um motor 1.0 é suficiente, sendo capaz de oferecer a potência necessária e garantindo a economia de combustível.

A combinação de tamanho pequeno e baixo peso do chassi contribui, em geral, para a dirigibilidade e para a economia desses modelos.

E, apesar de seu tamanho compacto, eles possuem traços esportivos no seu design, o que contribui para a sua aerodinâmica e para o valor estético do carro.

Pequenos, econômicos, manejáveis e de baixo custo de aquisição, não é de se surpreender a popularidade do hatch no Brasil, especialmente entre quem busca o primeiro veículo.

O que se sacrifica nesses modelos é o espaço de bagageiro, potência nas rodovias e o conforto, em relação a outros tipos de veículos.

O condutor que estiver planejando comprar um veículo hatch deve pensar se transportar muitas pessoas ou muita carga faz parte da sua rotina e pesar esses fatores na sua decisão.

O plural dos hatches

Existe também uma divisão que pode ser feita entre o hatch básico e o hatch médio (ou esportivo). Os médios seriam carros com chassis maiores e com motores mais potentes que os 1.0 comumente encontrados nos modelos hatch básicos.

O médio também pode vir com mais adicionais, como computador ou entretenimento de bordo. Alguns exemplos desses modelos são o Punto (Fiat), o 307 (Peugeot) e o Astra (Chevrolet).

Modelo sedã

Seguindo dos hatch, chegamos a outro de grande popularidade no país: o sedã. Os sedãs são caracterizados por três seções no seu chassi: a do motor, a dos passageiros e a do bagageiro.

Ao contrário do hatch, o porta-malas do sedã se projeta do chassi, criando um espaço significante para carregar bagagem.

Costumam ser mais espaçosos também na seção para passageiros, o que, em conjunto com o bagageiro, fazem do sedã o modelo de carro recomendado para quem planeja dirigir rotineiramente com a família ou com um grupo de pessoas.

Existe uma gama de modelos sedã, que variam de preços acessíveis até modelos sofisticados e luxuosos.

De forma geral, eles oferecem mais em termos de conforto, segurança e potência em relação aos modelos hatch. Também costumam ter peças mais baratas. Porém, são menos econômicos do que modelos mais compactos.

São carros adequados para a estrada, tipicamente com motores 2.0, oferecendo potência e confiabilidade para o motorista que se encontra em uma rodovia. É uma boa recomendação para quem viaja com bastante frequência.

Apesar do seu custo mais alto, a aceitação dos sedãs no Brasil é grande, estando o Corolla (Toyota) entre os cinco carros mais vendidos, em 2016, no país.

O plural dos sedãs

Assim como os modelos hatch, os sedãs também podem ser divididos de acordo com sua construção e dimensões. Nesse caso, a divisão se dá entre sedãs compactos, médios e grandes.

Os compactos são desenhados a partir de hatches, geralmente sendo um típico modelo hatch com porta-malas adicionado, e podendo ter um motor mais potente. Exemplos incluem o Fiesta (Ford), o Prisma (Chevrolet) e o Voyage (Volkswagen).

Depois dos compactos, vêm os sedãs médios. Esses carros costumam ser mais espaçosos do que os compactos e tipicamente mais potentes. Também são mais bem-acabados e com mais itens de série do que os sedãs compactos. Exemplos incluem o Linea (Fiat), o Civic (Honda) e o famoso Corolla (Toyota).

Como os mais imponentes, temos os sedãs grandes. São carros luxuosos, de dimensões largas e compridas, e estão entre os carros mais caros de cada fabricante. São potentes, com itens de série e acabamento de alto nível. Oferecem sistemas sofisticados de ponta de linha tecnológica. Apesar do preço, têm grande aceitação no país.

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Não só se preocupam em oferecer o melhor da mecânica do carro, mas também o máximo de conforto para seus ocupantes. Muitos desses modelos são importados. Exemplos incluem o Fusion (Ford), o Camry (Toyota), o Azera (Hyundai) e o Classe E (Mercedes-Benz).

Modelo perua

Continuando no assunto de carros espaçosos e bons para viajar longas distâncias, chegamos às peruas, que também podem ser chamadas pelo nome inglês station wagon, ou pelo nome de caminhonetas.

Em países como os Estados Unidos, as peruas se tornaram sinônimas com a vida familiar e são amplamente utilizadas por famílias com crianças, tanto para viagens quanto para uso cotidiano. No Brasil, elas também têm uma história significante.

O seu grande diferencial é o seu vasto porta-malas, visivelmente espaçoso. Mas não deixe esse ar de família enganar você, cada vez mais as peruas estão chegando ao mercado com motores mais potentes, o que está tornando-as ameaças para sedãs e SUVs já estabelecidos.

O bom desempenho dos modelos mais novos, aliados ao espaço que seu porta-malas oferece e o preço barato das suas peças, transformam as peruas numa classe de carros muito atraente para quem vive certo estilo de vida.

De forma geral, existem,  no mercado, peruas com preços que oscilam de uma forma gritante. Exemplos incluem a Parati (Volkswagen), a Palio Weekend (Fiat) e o Space Fox (Volkswagen).

Modelo utilitário

Maiores e mais imponentes que as peruas, são os utilitários esportivos, também conhecidos pela sigla em inglês SUV (Sport Utility Vehicle). Seu chassi é como o de uma perua, mas mais alto e largo.

Os utilitários, como o nome indica, foram projetados com versatilidade em mente, podendo transitar em qualquer tipo de terreno ou no asfalto.

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Por isso, unem segurança e potência, e também costumam ser bastante confortáveis, em seus modelos luxuosos.

São carros caros e sua manutenção também pesa no bolso do proprietário. É importante pensar se essa potência e tamanho estão realmente de acordo com o que você necessita.

Alguns são mais destinados ao uso urbano e outros ao uso rural, porém são, todos, veículos que se impõem no trânsito e exigem motoristas que saibam manejar um carro de grandes dimensões. Exemplos incluem a Pajero (Nissan), a Tracker (Chevrolet) e a EcoSport (Ford).

Modelo picape

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As picapes também podem transportar cargas pesadas

Outros importantes veículos associados à carga pesada são as picapes (também conhecidas como caminhonetes ou pick-ups).

Assim como os utilitários, as picapes foram originalmente projetadas para o trabalho pesado. Nesse caso, o transporte de carga.

Porém, com o passar do tempo, elas foram se integrando ao dia a dia urbano, e respondendo a isso, as montadoras começaram a investir mais no conforto e no luxo desses modelos. Algumas são maiores e mais luxuosas (como a Hilux) e outras mais discretas e simples (como a Strada).

Com poderosos motores e amplas carrocerias, elas também são máquinas que se impõem na pista. A estrutura das picapes é constituída por uma cabine  com dois ou cinco lugares e um compartimento aberto para o transporte de carga.

Costumam oferecer mais conforto do que os utilitários, mas isso não quer dizer que qualquer motorista recém habilitado possa simplesmente sentar numa e dirigir tranquilamente. Seu tamanho e força exigem um condutor cuidadoso.

São recomendadas para quem gosta de viajar em família ou para quem precise de um veículo de carga que consegue transitar entre as pistas asfaltadas e as de terra. Exemplos incluem a Hilux (Toyota), a S10 (Chevrolet) e a Strada (Fiat).

Outros modelos

Embora sejam essas as principais classes de carros, também existem classes que representam modelos não tão comuns no mercado ou no território nacional.

Estas incluem os jipes (similares aos utilitários, mas com maior foco em estradas acidentadas), as minivans (similares às peruas, mas com carrocerias menores), as vans (veículos focados no transporte de pessoas, mas sem se qualificarem como ônibus) e os cupês (similares aos hatches, mas com carrocerias mais clássicas e sofisticadas).

Essas categorias de veículos apresentadas são exatamente isso: categorias. Ou seja, dentro delas existe, ainda, uma grande variedade de carros, oscilando em potência, conforto, preço, dirigibilidade, etc.

Quando procurar um veículo, use a categoria apenas como uma porta de entrada para conhecer o modelo. O importante mesmo é investigar o carro em si, ler sobre ele e sanar suas dúvidas antes de tomar uma decisão. Um carro é menos uma compra e mais um investimento.

Por isso, levantamos, aqui, outro ponto. Muitos motoristas que estão prestes a adquirir os seus primeiros automóveis buscam modelos usados por causa dos seus preços mais baixos. Mas, como diz o ditado, o barato pode sair caro. Algumas preocupações não podem faltar quando se estuda comprar um carro usado.

 

O veículo usado

O primeiro passo é se informar. Existe muita informação disponível na internet sobre todo tipo de modelos de carros.

Também existem publicações mais tradicionais, como revistas e jornais. De qualquer forma, não abra mão do conhecimento prévio. Conheça o modelo, suas falhas e suas virtudes.

Depois de se informar sobre, é hora de investigar o carro usado em questão. Observe-o, tanto o seu exterior quanto o interior.

Verifique o manual, lá deve constar se o antigo dono realizou as revisões tal como indicado pelo fabricante. Essa simples informação tem um grande valor, já que significa com quanto cuidado o dono tratou esse automóvel.

 

Investigando o carro

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Verifique, sempre, o estado do motor do veículo

Procure, na lataria, pontos de ferrugem, especialmente em cantos do chassi. Veja se o carro possui equipamentos de emergência como triângulo, macaco, extintor e chave de roda. Investigue vazamentos de óleo e manchas no escapamento.

Preste atenção no motor. Veja se ele está em boas condições de conservação, se o carro demora a ligar ou se produz sons irregulares.

Também preste atenção se há insulfilm nos vidros, se o carro é rebaixado ou se existem outras modificações personalizadas. O Brasil tem uma legislação exigente em relação às modificações de veículos.

Outro fator importante são os pneus do carro. Verifique os quatro que estão sendo utilizados e  o estepe. Pneus carecas, com suas ranhuras já gastas, afetam a aderência e tração do veículo, e também podem rasgar enquanto o carro está em movimento.

 

A história do automóvel

Você também pode investigar se o carro já sofreu colisões graves. Faça perguntas ao proprietário, analise a lataria procurando irregularidades, dê pequenas batidas no metal (o som será diferente caso tenha sido utilizada massa plástica por conta de uma batida), e verifique a simetria das portas e da alavanca de câmbio.

O Detran exige que um carro que sofreu danos graves, necessitando reparos no seu monobloco, esteja com essa informação disponível na documentação do veículo.

Para conferir essas e outras características de um carro usado, peça para testá-lo antes de comprar.

Essa volta não lhe dará uma resposta absoluta sobre o carro, já que certos problemas só surgem ao longo do tempo, mas lhe dará uma noção geral sobre o seu estado e suas capacidades.

Circule por lugares similares aos que você transita na sua rotina, para ver como o carro funciona nessas situações. Faça uso de todas as capacidades do carro, para realmente explorá-lo e descobrir o seu estado.

É importante verificar os papéis legais do carro para não acabar com um “abacaxi na mão”. Veja se o IPVA está quitado e se todos os documentos de propriedade do carro estão em dia quando eles forem transferidos para você, após a compra.

Vale ressaltar que também é recomendado verificar se o carro não é roubado ou adquirido por outros meios ilegais. Visite o site do Detran e confira se a placa do carro é verdadeira e se há dívidas pendentes referentes ao veículo.

 

A questão financeira do seu primeiro Automóvel

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O preço tem de estar de acordo com o seu bolso

Após investigar as qualidades do veículo, está na hora pensar no valor que você vai desembolsar.

Procure outros carros do mesmo modelo e em condições similares, comparando os preços entre eles. Não tenha pressa. Existem muitas ferramentas na internet para pesquisar carros, com milhares de veículos de todos os modelos, anos, cores, etc.

A informação que há nesses sites pode fazer você economizar grandes quantias. E não tenha medo de olhar vendedores em cidades vizinhas, ou até mesmo em outro estado.

Existem variações regionais nos preços dos carros, podendo valer mais a pena para a sua carteira buscar o carro em outro local.

Tome cuidado para não se embolar na hora de pagar pelo carro. Não tente comprar veículos que estão além do seu poder de compra. Você pode acabar tendo que arcar com parcelas que são pesadas demais para o seu orçamento.

Esse conselho também vale para o crédito. Não deixe a facilidade de um banco ou de um serviço de empréstimo em lhe vender crédito te enganar. Preste atenção no que você está assinando e nas condições sob as quais estão lhe dando dinheiro.

Existem muitas pessoas e organizações interessadas em sobrecarregar o consumidor com crédito e lucrar com juros abusivos. Reiteramos que você não está apenas comprando algo, mas algo que vem com custos associados, como combustível, manutenção e IPVA. E que em um carro usado a manutenção é mais necessária do que em um carro zero.

O cuidado com os aspectos mecânicos e legais de um veículo usado deve ser prioridade do futuro comprador. Só assim ele pode conciliar seu desejo em adquirir um carro a um preço mais baixo com a qualidade de um bom veículo. Já com o carro na garagem, é hora de se preocupar em mantê-lo conservado.

 

Cuidando do seu primeiro automóvel

Pode parecer superficial, mas a limpeza do carro afeta o estado mecânico dele. Especialmente após viagens por estradas de terra ou para a praia, em que a areia pode infiltrar qualquer brecha disponível do carro.

A umidade é outra culpada também. Ambos os elementos aceleram a oxidação de metais, especialmente peças produzidas com alto teor de carbono, como o bloco do motor, pinças e discos de freio.

Outros materiais também devem ser evitados. Não deixe o carro acumular manchas na lataria, especialmente se elas forem causadas por óleos, fezes de pomba ou gasolina. Esses materiais interagem quimicamente com a lataria e podem causar danos permanentes.

Se a pintura do carro não for original, então, cuidado redobrado. Muitas pinturas que não são as de fábrica não são cobertas com uma camada de verniz, o que torna a tinta mais vulnerável a agentes externos.

Vale ressaltar que os amassados no chassi também não devem ser descontados. Deixar essas irregularidades se acumularem pode gerar um dano mais grave na lataria do carro, o que vai exigir um reparo mais extenso e, consequentemente, mais caro.

E se você não deve ser desleixado e deixar manchas e amassados acumularem, ser exagerado nos cuidados também pode ser um problema. Polimentos excessivos, limpezas que utilizam solventes químicos e cristalizações podem ter efeitos negativos nos veículos.

Esses processos removem camadas do verniz, o que torna a tinta mais exposta a agentes externos, facilitando oxidações e escamações.

 

Conclusão

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Seja, sempre, responsável no trânsito

Os pneus são pontos importantes para o condutor prestar atenção. É importante calibrá-los de acordo com o recomendado pelo fabricante, não ficando nem abaixo nem acima do valor informado.

Realizar rodízios, trocando o par traseiro pelo dianteiro a cada dez mil quilômetros, também ajuda a prolongar a vida útil dos pneus. Mas não exagere. Quando os pneus estiverem carecas, troque-os. Não invente falcatruas ou tentativas de estender a vida útil deles.

Não é necessário explicar por que o motor é importante. Sendo ele o coração do carro, mantê-lo em boas condições afeta totalmente a experiência de dirigir o carro e a segurança em fazê-lo.

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Realizar a troca de óleo, periodicamente, dentro dos prazos estabelecidos no manual do carro, utilizar o óleo específico, utilizar gasolina aditivada a cada três meses, e realizar as trocas de marcha de forma adequada, contribuem para conservar o motor em seu estado ideal.

Podemos passar dias inteiros falando sobre como preservar o seu veículo, especialmente quando se trata de um motorista que não possui muita experiência.

Mas basta dizer que o motorista que conhece o manual do seu carro (mesmo que superficialmente), que segue as regras de trânsito, que mantém seus documentos em dia e que leva o seu veículo em suas revisões programáticas, está cumprindo o seu dever.

Evite os “jeitinhos” no trânsito, dirija com segurança e não improvise na hora da manutenção. Escolha corretamente seu veículo e cuide dele. Procure adquirir também seu veículo em lojas confiáveis. Evite estresses desnecessários.

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