Multas de Rodízio em São Paulo são Canceladas Devido ao Alagamento [Saiba o Que Fazer Depois De Uma Enchente]

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enchente introdução

O início do ano é marcado por festas, carnaval e pela volta dos campeonatos de futebol.

Porém, também é a época em que as cidades ficam em alerta para as chuvas fortes que, frequentemente, se transformam em enchentes capazes de carregar árvores, postes e carros.

A falta de planejamento urbano nos estados deixa a população desprotegida, vulnerável às duras consequências das enchentes, como alagamentos e até situações mais graves, como deslizamentos de terra.

Atualmente, há 8 cidades em situação de emergência no estado do Rio Grande do Sul, devido aos estragos provocados pelas condições climáticas dos últimos dias.

Os municípios Itaqui, Santana do Livramento, Barra do Quaraí, Maçambará, Cacequi, Caçapava do Sul, São Borja e Manoel Viana, no início deste mês, tiveram homologação de situação de emergência publicada pelo Governo do Estado.

Logo no início do ano, o município de Alegrete também enfrentou tempestades e chuvas intensas que, apesar de passageiras, contribuíram para o aumento do nível do Rio Ibirapuitã, causando uma enchente na cidade.

4,3 mil pessoas foram atingidas pelos alagamentos.

E o Rio Grande do Sul não foi o único estado afetado por conta da chuva excessiva.

O Estadão divulgou uma notícia informando que, em Cotia, na região metropolitana de São Paulo, a correnteza chegou a arrastar um veículo com o motorista dentro.

E, claro, não podemos nos esquecer da tragédia ocorrida há duas semanas em Brumadinho (MG), por conta do rompimento da barragem da Vale.

Embora não tenha sido decorrente de eventos climáticos, o acontecimento na cidade mineira, obviamente, vem causando impactos ambientais que podem, inclusive, resultar em mais enchentes.

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Infelizmente, os desastres ambientais parecem se repetir ano após ano.

Em 2017, cerca de 50 mil pessoas ficaram desalojadas e desabrigadas por causa de enchentes nos estados de Pernambuco (PE) e Alagoas (AL).

Recife acumulou, em 12 horas, a chuva esperada para dez dias em abril.

O ano de 2018 também não foi diferente. Em Santa Catarina, 14 cidades foram atingidas por deslizamentos e ficaram inundadas em função da chuva intensa, deixando pessoas desabrigadas.

São Paulo é o estado com maior número de sinistros causados por enchentes, segundo estudo. De acordo com o Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), também é o estado com a maior frota de carros, responsável por 30% da frota nacional.

Nesse cenário, as pessoas que dependem de transporte público ou andam a pé sofrem consideravelmente mais, contudo, andar de carro não livra ninguém da exposição a todo tipo de imprevisto.

Apesar das vantagens que um carro particular oferece para o condutor e sua família, é importante estar preparado para as situações adversas que surgem no caminho de quem dirige.

Então, se o seu problema é um carro estragado por conta da chuva, este artigo vai reunir as informações para ajudá-lo a seguir em frente.

Para iniciar este artigo, explicarei por que as multas de rodízio foram canceladas em São Paulo no último dia 04.

 

Cancelamento das Multas de Rodízio em São Paulo Após Alagamento

Veja o que aconteceu em São Paulo
Veja o que aconteceu em São Paulo

Depois de alguns dias de temperatura elevada, a chuva chegou a São Paulo no dia 04, causando alagamentos em vários pontos da cidade e muita confusão no trânsito.

Com algumas vias de tráfego bloqueadas e os semáforos desligados, o congestionamento de veículos em circulação se instalou na capital paulista.

De acordo com o portal de notícias G1, havia, ao menos, 50 pontos alagados na cidade.

Em função disso, o trânsito foi bastante prejudicado no início do dia e muitos motoristas não conseguiram sair das áreas mais atingidas pela chuva.

Apesar do transtorno, a população paulista não precisou se preocupar com as multas do rodízio de veículos.

O rodízio de veículos consiste em uma medida de restrição implementada pela prefeitura de São Paulo, que visa à redução dos congestionamentos nas vias mais movimentadas da cidade.

Em outras palavras, em São Paulo, nos dias de semana, ocorre um rodízio de circulação de veículos particulares para evitar que toda a frota circule pela cidade ao mesmo tempo.

Portanto, há dias da semana em que determinados veículos (carros, motos, caminhões etc.) não podem trafegar.

Na segunda-feira chuvosa, no entanto, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) decidiu suspender todas as multas aplicadas em razão do desrespeito à restrição, a fim de não prejudicar os condutores que estavam presos em vias alagadas.

 

Como acontecem as enchentes

Quando a chuva faz os níveis de água dos rios e das represas transbordarem em direção às margens, ocorre o que chamamos de enchente. Até aí, é considerado um fenômeno natural.

No entanto, com o aumento das ocupações irregulares e o aniquilamento da mata ciliar que segue o trajeto dos rios, podemos dizer que a ação do homem é um fator que agrava as enchentes.

A urbanização – como a construção de vias expressas duplicadas em direção às várzeas dos rios – foi se tornando prioridade nos projetos dos governos federal e estaduais, sem que isso representasse um avanço conjunto das soluções ecológicas para esse desenvolvimento.

A canalização e a retificação dos cursos d’água superficiais alteraram, por sua vez, a forma de agir dos solos e da água, acentuando os riscos de acúmulo de sedimentos nos rios e de enchentes.

Nas ruas da cidade, as águas enfrentam o lixo acumulado em bueiros mal planejados, que se juntam aos sedimentos, extravasando os canais.

Por isso, a chuva não é a única culpada pelas enchentes e deslizamentos. É a combinação desses fatores que resulta nos alagamentos e deslizamentos de terras que desabrigam e desalojam milhares de pessoas no Brasil todos os anos.

No que diz respeito às ações que poderiam diminuir os estragos causados pela água, a insistência em não usufruir dos conhecimentos arquitetônicos sobre construções em área de chuvas é um dos fatores que impede o combate às causas da enchente – prevenindo, assim, a morte e desalojamento de muitos cidadãos.

Às vezes, nem é necessário chover por muitas horas. Poucos minutos de precipitação podem causar alagamentos que invadem casas. Os carros, então, chegam a ficar submersos.

 

Carros Podem Ser Danificados Pela Chuva Forte

Veja o que pode acontecer com o seu veículo em decorrência de uma enchente
Veja o que pode acontecer com o seu veículo em decorrência de uma enchente

 Nessas situações de chuva intensa, muitas pessoas não sabem como proceder, se o veículo tem salvação ou se o seguro cobre os estragos.

Porém, ao contrário do que é falado pelas pessoas em rodas de conversa, as apólices de seguro compreensivo – o pacote mais comum entre os ofertados pelas seguradoras – cobrem totalmente os danos causados por chuvas, como alagamentos e queda de objetos.

O ideal é pensar bem e pesquisar muito antes de assinar contrato com a seguradora e também estar atento às oportunidades de economizar.

Antes de encarar uma via durante um temporal, é importante saber que, apesar do seguro cobrir danos causados por fenômenos naturais, a cobertura será descartada caso seja verificado que o condutor correu risco intencionalmente.

Por exemplo, após um acidente, quando você envia o carro para o conserto, um técnico da empresa seguradora realiza uma perícia antes de o mecânico ser autorizado a começar os reparos.

No caso de um carro inundado, é o mesmo procedimento. A seguradora vai investigar a causa do sinistro e se o laudo informar que o estrago não foi apenas em decorrência da chuva, mas também por irresponsabilidade do condutor, a seguradora pode não cobrir os gastos com a restauração.

Por isso, ao estacionar o carro em lugares que costumam alagar quando chove muito, é essencial acionar o seguro antes de a situação chegar ao limite.

Ao invés de sair com as rodas submersas, solicite um guincho para transportar o veículo com segurança.

Essa é a forma mais eficaz de evitar que ocorra um sinistro. Mas, afinal, o que é sinistro, qual o critério para decidir sua intensidade e como avaliar o contrato da seguradora?

Sinistros são os prejuízos ocorridos com um veículo cujo contrato com a seguradora estabelece previamente que seja responsabilidade dela o conserto ou ressarcimento dos gastos.

Existem três tipos de danos, classificados a partir da dimensão dos estragos. Eles podem ser de pequena, média e grande monta.

Eles estão especificados na Resolução 544/2015 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), que estabelece os critérios para o preenchimento do relatório de avarias, em caso de acidentes.

Neste relatório, o agente de trânsito deve assinalar “sim” quando houver dano físico a um componente estrutural ou de segurança passiva do veículo.

Se não houver dano físico em nenhum componente estrutural, ou se ele não existir originalmente, o agente deve marcar “não”.

Em circunstâncias excepcionais, em que a autoridade não conseguir identificar dano em algum componente estrutural, é marcado “NA”, de não avaliado.

Com o relatório de avarias preenchido, somam-se os pontos para classificar o estrago em uma das três categorias. De acordo com o Anexo I da Resolução 544, são elas:

1 – Pequena monta

“3.2. A classificação do dano na categoria “pequena monta” dar-se-á quando o total de itens assinalados na coluna “SIM” somados aos da coluna “NA” for no máximo 1 (um) item.”

2 – Média monta

“3.3 A classificação do dano na categoria “média monta” dar-se-á quando o total de itens assinalados na coluna “SIM” somados aos da coluna “NA” for superior a 1 (um) não superior a 6 (seis) itens.”

3 – Grande monta

“3.4. A classificação do dano na categoria “grande monta” dar-se-á quando o total de itens assinalados na coluna “SIM” somados aos da coluna “NA” for superior a 6 (seis) itens, o que implica também na classificação do veículo como irrecuperável.”

Sem seguro, arrumar um carro atingido por enchente pode custar caro

Descubra quanto você poderá gastar para reparar os estragos causados por uma enchente ao seu veículo
Descubra quanto você poderá gastar para reparar os estragos causados por uma enchente ao seu veículo

 Durante uma enchente, o carro corre o risco de sofrer danos no nível das três categorias definidas pelo CONTRAN.

Se a água entra no carro, mas molha apenas o assoalho (quando a água entra pela porta, por exemplo), o procedimento é mais simples e, muitas vezes, apenas uma lavagem já dá conta do reparo.

Se você não tem seguro e a água não inundou o seu carro completamente, vale tentar fazer uma lavagem caseira.

Você pode abrir as portas em um dia ensolarado para que o ar circule pelo carro. Além disso, pode tirar os carpetes, higienizá-los com água, sabão e desinfetante para depois deixá-los expostos ao sol até secar.

Essas duas tarefas vão melhorar, também, a situação do mau cheiro que costuma impregnar os automóveis após um período de chuva.

De forma preventiva, é possível colocar jornais debaixo do carpete para diminuir a umidade.

Se o mau cheiro persistir, será necessário levar a uma oficina, porque provavelmente o problema está no feltro – que fica embaixo do carpete. Para resolver, só o trocando por um novo.

O custo dessa troca pode chegar até R$ 1 mil, dependendo da sujeira do veículo. Há casos em que, junto com a água, entra também lama, por exemplo.

Por outro lado, se o carro teve problemas mais sérios do que um pouco de água no assoalho, o valor do conserto pode subir até R$ 40 mil.

 

Motor estragar é o maior medo dos motoristas

Você sabe o que fazer para não estragar o motor do seu veículo quando enfrentar uma enchente?
Você sabe o que fazer para não estragar o motor do seu veículo quando enfrentar uma enchente?

 O preço tão salgado é em função dos estragos mecânicos que os veículos estão sujeitos a ter durante as enchentes.

Além da lama e da água entrando no carro quando as ruas estão começando a alagar, existe uma ação do condutor que pode ser determinante para a ocorrência de um sinistro: entrar rápido demais na água.

Quando está chovendo muito e o motorista precisa passar pelo alagamento, o veículo corre o risco de aspirar água e provocar o calço hidráulico.

O calço hidráulico acontece quando os gases que saem pelo escapamento não conseguem evitar que a água invada a câmara de combustão – o que tende a significar que o motor travou.

A maior dor de cabeça para um proprietário de veículo provavelmente seja o dano do motor. Por isso, acredite quando dizem que é preciso andar em baixa velocidade para atravessar trechos alagados.

Primeiramente porque a chuva forte diminui a visibilidade. Então, é mais seguro andar devagar, olhando para todos os lados, mantendo-se distante dos outros carros e dos ônibus, que criam ondas de água e podem prejudicar os veículos menores.

É necessário diminuir a velocidade, também, porque a aerodinâmica dos carros faz com que a água seja jogada para cima – e o que queremos evitar é justamente a entrada de água no escapamento ou na entrada de filtro de ar.

A entrada de filtro de ar, por ficar na parte da frente do carro, atrás da grade, na altura do farol, fica mais suscetível à invasão da água do que o escapamento.

Como o segundo libera muitos gases, acaba combatendo o fluxo de água por um tempo, mas não abuse dessa vantagem, pois, na enchente, o motor suga a água que está na frente do veículo.

“Nunca mude a marcha enquanto estiver andando em meio a uma enchente”, quem nunca ouviu isso de algum amigo ou parente?

Essa dica é útil porque aprendemos na autoescola que, para trocar a marcha, é preciso tirar o pé do acelerador e, na enchente, é preciso uma velocidade baixa e constante para dirigir com maior segurança.

Mas se for realmente necessário trocar a marcha enquanto você passa pelo trecho alagado, faça como na época em que você estava aprendendo a dirigir – troque a marcha com o pé no acelerador.

Essas dicas valem para carros manuais e automáticos. Em relação aos carros elétricos, algumas pessoas têm dúvida se é possível receber um choque do carro ao entrar em um alagamento.

Conforme a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), o planejamento das baterias dos carros elétricos foi pensado para suportar situações adversas, inclusive o contato com a água.

Portanto, não há perigo de choque, porque os dispositivos internos, conectores e baterias estão isolados do ambiente externo, não havendo possibilidade de entrar água nessas partes.

O que você pode fazer para evitar uma pane elétrica é desligar componentes internos não essenciais para o uso do carro, como ar condicionado e som.

 

Cuidado: Andar Sem Placa É Considerado Infração

Um problema comum, que nem é preciso uma enchente forte para acontecer, é a perda da placa do veículo oriunda do tráfego em ruas alagadas.

Como já vimos, nem sempre dá para parar no caminho e aguardar a água baixar. E, nessas horas, como você já sabe, o carro joga a água para cima.

Dependendo da força com que a água bate de volta no carro, as placas traseira e dianteira podem desprender-se do carro e sumir pela enchente sem que o motorista veja.

Porém, no momento em que o carro estiver em um local seguro e a falta de alguma placa for percebida, o próximo passo é ir atrás de uma nova, uma vez que andar sem placa é considerado uma infração pelo Código de Trânsito Brasileiro:

“Art. 230. Conduzir o veículo:

(…)

IV – sem qualquer uma das placas de identificação;

(…)

Infração – gravíssima;

Penalidade – multa e apreensão do veículo;

Medida administrativa – remoção do veículo.”

Na prática, se você dirigir sem alguma placa, terá de pagar R$ 293,47, mais os gastos com o guincho e as despesas com o depósito.

A infração gravíssima vai lhe conferir, ainda, 7 pontos na carteira.  O seu carro só não será removido se você tiver a placa original para ser afixada na hora. Para não criar esse rombo na carteira, veja quais são os passos a seguir.

1 – Registre um boletim de ocorrência

O boletim de ocorrência é um documento oficial que registra um fato e pode ser usado para a perda da placa por causa de alagamento.

Isso não quer dizer que você estará livre de ser enquadrado na infração, mas pode ser útil na hora de argumentar com o agente público em uma abordagem, pois incentiva o bom senso.

2 – Vá ao Detran

Chegando lá, você deve solicitar uma nova ordem de emplacamento.

Se você perdeu a placa dianteira, basta ir ao CRVA e pagar a taxa – não é necessário vistoria.

Já para colocar uma nova placa traseira, os trâmites são mais burocráticos.

3 – Encaminhe documentação e vistoria

Para pegar uma nova placa traseira, você deve ir ao CRVA pedir outra ordem de emplacamento, que varia de acordo com a localização da placa.

Você vai precisar apresentar os documentos de identificação (RG, CPF e CNH) e o Certificado de Registro do Veículo (CRV).

Também é necessário realizar e apresentar uma vistoria de identificação – para que o DETRAN verifique se a placa foi violada ou retirada por motivações de má-fé.

4 – Instale a nova placa

Após acertar toda a documentação e pagar as taxas, você pode ir ao local de instalação da nova placa.

Esse serviço geralmente é terceirizado por uma empresa credenciada pelo DETRAN, localizado junto ou perto do CRVA.

 

Conclusão

E aí, sabe como agir caso tenha de enfrentar uma enchente?
E aí, sabe como agir caso tenha de enfrentar uma enchente?

O cenário ideal em um contexto perigoso como a enchente seria todos poderem permanecer em casa até a chuva cessar, mas a realidade é outra e muitos carros precisam seguir circulando em meio à tempestade.

Por isso, neste artigo, você aprendeu que quase sempre é preciso higienizar os carros depois da chuvarada. As pessoas mais habilidosas e familiarizadas com a estrutura do carro podem fazer isso em casa. Você também pode procurar empresas especializadas em lavagem e limpeza para que não danifique o seu carro.

No entanto, quando o dano é muito grande, então, talvez seja melhor acionar o seguro ou procurar uma oficina com mecânicos especializados.

Se for absolutamente necessário dirigir em local alagado, faça com atenção, velocidade baixa e constante, se distancie dos veículos que também circulam por ali e ande pelo meio da rua – que costuma ser mais alto.

Ao seguir essas dicas, você estará aplicando medidas de segurança que podem prevenir acidentes e danificações estruturais do carro, como no motor.

Tem chovido muito na sua cidade? Você está preparado para encarar o trânsito nessas condições?

Conte-me nos comentários!