Passei no radar de 60 a 70

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Passar a 70 km/h em um radar onde o limite é 60 km/h pode, sim, gerar multa, porque o que vale para enquadrar a infração não é a velocidade do seu velocímetro, e sim a velocidade medida pelo equipamento (radar) e, principalmente, a velocidade considerada após o abatimento da margem de erro do aparelho. Na prática, em via de 60 km/h, costuma-se subtrair 7 km/h da velocidade medida para chegar à velocidade considerada. Então, se o radar mediu 70 km/h, a velocidade considerada tende a ficar em 63 km/h e isso já ultrapassa o limite, enquadrando a conduta como excesso de velocidade de até 20% (infração média, com multa e pontos). A partir daqui, o que define valor, pontos e risco de suspensão é a faixa do excesso e o rito de notificação e defesa do processo de trânsito.

Passei a 70 no radar de 60: tem multa? Entenda a tolerância, o cálculo e como se defender

O que o radar realmente “enxerga”: velocidade medida x velocidade considerada

Quando um radar registra um veículo, ele apura uma velocidade medida (o número bruto captado pelo equipamento). Só que a lei e as regras técnicas admitem uma margem de erro do aparelho. Por isso, para fins de autuação, a Administração calcula a velocidade considerada, abatendo uma tolerância técnica.

É aqui que muita gente se confunde: não é “tolerância para o motorista correr um pouco”. É margem de erro do equipamento, usada para evitar que alguém seja punido por um erro de medição.

Aqui você vai ler sobre:

Na maioria das situações práticas:

  • Em vias com limite de até 100 km/h, costuma-se aplicar abatimento fixo de 7 km/h

  • Em vias com limite acima de 100 km/h, costuma-se aplicar abatimento percentual de 7%

O órgão autuador normalmente informa no auto/notificação a velocidade considerada e, em muitos casos, também a medida.

Radar de 60 a 70: como fica a conta na prática

Vamos ao exemplo mais comum, que é exatamente o seu caso.

Cenário provável:

  • Limite da via: 60 km/h

  • Velocidade medida pelo radar: 70 km/h

  • Margem técnica aplicada: 7 km/h

  • Velocidade considerada: 70 – 7 = 63 km/h

Resultado:

  • 63 km/h é maior que 60 km/h, então há excesso de velocidade.

Agora vem o ponto-chave: o enquadramento do artigo 218 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) não é feito pela velocidade do painel do carro, nem pela velocidade medida “bruta”, mas pela relação entre a velocidade considerada e a velocidade máxima regulamentada na via.

Em qual faixa do art. 218 isso entra

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O art. 218 do CTB divide o excesso de velocidade em faixas. Em linguagem simples, as mais usadas no dia a dia são:

  • Até 20% acima do limite: infração média (multa e pontos)

  • Acima de 20% até 50%: infração grave (multa maior e mais pontos)

  • Acima de 50%: infração gravíssima com multiplicador e suspensão do direito de dirigir (além de outras consequências administrativas)

No seu exemplo:

  • Limite: 60 km/h

  • Velocidade considerada: 63 km/h

  • Excesso: 3 km/h acima do limite

  • Percentual: 3/60 = 5%

Isso fica dentro da faixa “até 20% acima do limite”, ou seja, art. 218, inciso I.

Qual é o valor da multa e quantos pontos dá

Quando o enquadramento é o art. 218, inciso I (até 20% acima do limite), a infração é de natureza média.

Em geral, isso significa:

  • Multa no valor-base de infração média

  • 4 pontos na CNH

E o valor (em reais) segue o padrão nacional do CTB para infração média.

Importante: o valor final pode sofrer situações específicas (por exemplo, pagamento com desconto nos sistemas oficiais, ou regras locais de processamento), mas a base legal da multa de velocidade “até 20%” é a multa de natureza média, com 4 pontos.

Tabela prática: quando começa a multa em cada limite (exemplos)

Abaixo uma tabela de referência prática, usando o raciocínio mais comum de abatimento de 7 km/h em vias até 100 km/h. Ela ajuda a responder perguntas do tipo “passei um pouco, será que multou?”.

Limite da via (km/h) Velocidade medida que ainda tende a NÃO multar (km/h) Velocidade considerada nesse limite (km/h) A partir de qual medida tende a multar (km/h)
40 47 40 48
50 57 50 58
60 67 60 68
70 77 70 78
80 87 80 88
90 97 90 98
100 107 100 108

Como ler:

  • Em via de 60, se a velocidade medida for 67, a considerada tende a cair para 60, e aí não há infração.

  • Em via de 60, se a medida for 68, a considerada tende a 61, e aí já há excesso.

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Aplicando ao seu caso:

  • Medida 70 em via 60 → considerada 63 → tende a multar.

Por que o velocímetro do carro e o radar podem dar números diferentes

É muito comum o motorista dizer “eu estava a 70 no painel, mas o radar marcou 73” (ou o contrário). Isso acontece porque:

  • Velocímetro de fábrica costuma ter variação e frequentemente “superestima” a velocidade por segurança (mostra um pouco a mais)

  • Tamanho do pneu, calibragem e desgaste alteram leitura

  • O radar mede com tecnologia própria e pode registrar picos instantâneos

No processo administrativo, o que vale não é o seu velocímetro; vale o registro do equipamento e a velocidade considerada após o abatimento técnico.

Tipos de radar e como isso influencia a autuação

Nem todo radar é igual, e isso importa para entender o contexto e para montar uma defesa quando houver erro formal.

Os principais tipos:

  • Radar fixo: instalado em poste/estrutura permanente

  • Radar móvel: operado por agente em viatura ou tripé

  • Radar estático: equipamento temporário em ponto específico

  • Controlador de velocidade (média/ponto a ponto): calcula a velocidade média entre dois pontos

  • Lombada eletrônica: mostra velocidade ao condutor e registra excesso

O tipo de equipamento influencia:

  • Como a fiscalização é feita

  • Quais informações devem constar no auto

  • Quais exigências técnicas e de sinalização são mais discutidas na prática

“Radares funcionam de madrugada?” Sim, em regra funcionam

Uma dúvida comum é se o radar “desliga” de madrugada. Em regra, radares operam 24 horas por dia, especialmente os fixos e lombadas eletrônicas. Se estiver ligado e aferido/regular, pode registrar infração em qualquer horário, com ou sem fluxo de agentes no local.

O que pode acontecer (e às vezes gera confusão) é:

  • Equipamento em manutenção

  • Trecho com fiscalização intermitente (mais comum em radar móvel/estático)

  • Falha operacional (que precisa ser comprovada, não presumida)

O que precisa existir para a multa ser válida: requisitos básicos

A multa por radar não é “automática” no sentido de “vale tudo”. Ela precisa cumprir requisitos.

Em linhas gerais, uma autuação consistente costuma ter:

  • Identificação do órgão autuador e do equipamento

  • Local, data e hora

  • Limite regulamentado da via

  • Velocidade medida e velocidade considerada (ou ao menos a considerada)

  • Placa do veículo e dados essenciais

  • Enquadramento correto (artigo e inciso)

  • Equipamento aprovado e dentro de regras técnicas de medição e aferição

Se faltar dado essencial, houver contradição ou erro relevante, abre-se espaço para defesa.

A sinalização do limite de velocidade precisa estar clara?

O limite de velocidade deve estar regulamentado e sinalizado conforme as normas de trânsito. Na vida real, muita defesa se baseia em:

  • ausência de placa

  • placa encoberta

  • placa posicionada de modo inadequado

  • mudança brusca de limite sem sinalização compatível (por exemplo, 80 para 60 em curto espaço, sem reforço adequado)

Atenção: argumentar “não vi a placa” sozinho raramente convence. O que costuma funcionar melhor é apontar problema verificável e objetivo: inexistência, inconsistência, ocultação ou conflito de sinalização (idealmente com fotos do local e data aproximada).

Fui multado com 63 em via de 60: “só 3 km/h” dá para cancelar?

Dá para tentar, mas é importante alinhar expectativa: o sistema não “perdoa” automaticamente excesso pequeno, porque, após abatida a margem técnica, a velocidade considerada já é tratada como segura para enquadramento. Em outras palavras, se a velocidade considerada ficou acima do limite, a infração existe.

O caminho de cancelamento normalmente passa por:

  • Erros formais do auto/notificação

  • Problemas de sinalização/regularidade do local

  • Inconsistências de dados (horário, local, placa, enquadramento)

  • Questões do equipamento (identificação, regularidade, regra técnica aplicada)

Entendendo as duas notificações: autuação e penalidade

Muita gente só descobre a multa tarde e diz “não recebi nada”. E aqui entram dois documentos diferentes:

  • Notificação de Autuação (NA): informa que você foi autuado e abre prazo para defesa prévia e indicação do real condutor (se cabível)

  • Notificação de Imposição de Penalidade (NIP): vem depois, se a autuação se mantém; aqui começa o prazo do recurso à JARI (1ª instância)

Na prática:

  1. primeiro você é autuado (NA)

  2. se não resolver ou se indeferirem a defesa, vem a penalidade (NIP)

  3. depois pode haver recurso em 2ª instância (CETRAN/CONTRANDIFE/órgão equivalente)

“Não recebi a notificação”: a multa e os pontos ainda podem valer?

Depende. A falta de ciência real do motorista é um tema sensível, porque o processo administrativo prevê forma de notificação. Em muitos casos, o órgão considera válida a notificação enviada ao endereço cadastrado, mesmo que você diga que não recebeu.

Por isso, o primeiro ponto prático é: endereço do veículo está atualizado no DETRAN? Se não estiver, você pode perder prazos sem perceber, e isso costuma jogar contra você.

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Mesmo assim, existem discussões possíveis quando:

  • houve envio para endereço incorreto apesar de cadastro correto

  • houve falha no procedimento de notificação

  • houve publicação por edital sem esgotar tentativas adequadas

  • existe prova de inconsistência do ato (por exemplo, datas, códigos, rastreio quando disponível)

Cada caso exige análise do histórico do processo.

Prazos: por que você pode estar certo e mesmo assim “perder”

No direito de trânsito, prazo é tudo. A pessoa às vezes tem um argumento muito forte, mas perde porque:

  • não apresentou defesa no prazo da autuação

  • não recorreu no prazo da penalidade

  • recorreu para o órgão errado

  • não juntou prova mínima (foto, documento, procuração, CRLV etc.)

O rito geralmente é:

  • Defesa prévia (após Notificação de Autuação)

  • Recurso à JARI (após NIP)

  • Recurso em 2ª instância (se o primeiro for negado)

Se você já está com a penalidade em mãos, normalmente já passou a fase de defesa prévia.

Como consultar se existe multa de radar vinculada ao seu veículo

Como procedimento prático (sem depender de “chegou carta ou não”), o mais seguro é:

  • consultar no sistema do DETRAN do seu estado (pelo Renavam/placa)

  • consultar no aplicativo/carteira digital (quando disponível)

  • verificar se há autuações “em aberto” e se já há penalidades lançadas

  • checar se existe pontuação pendente vinculada à infração

Isso evita surpresas como descobrir pontos só quando vai licenciar, vender o carro ou renovar CNH.

A foto do radar: dá para pedir? E ela precisa mostrar seu rosto?

Em infrações de velocidade por radar, a identificação principal é do veículo, não do condutor (diferente de infrações que exigem abordagem). Em geral:

  • a imagem serve para confirmar placa, local e contexto

  • não precisa mostrar o rosto do motorista para ser válida

  • precisa permitir identificar o veículo e, principalmente, a placa (ou ao menos conter dados confiáveis que amarram o auto)

Se a foto estiver ilegível ou não corresponder ao veículo, isso pode ser argumento relevante.

“Era outro motorista”: como funciona a indicação do real condutor

Infrações de velocidade são, via de regra, de responsabilidade do condutor, mas a multa chega ao proprietário. O sistema permite indicar o real condutor dentro do prazo e com formulário/documentação adequada.

Pontos importantes:

  • há prazo específico e ele costuma ser curto

  • precisa de identificação e assinatura do proprietário e do condutor indicado (conforme regra do órgão)

  • se perder o prazo, os pontos tendem a ir para o prontuário do proprietário (salvo situações muito específicas)

Quando a multa vira suspensão: o que muda no art. 218

No seu caso (70 medidos em via 60), estamos na faixa até 20%, que é multa e pontos, sem suspensão automática.

Mas é essencial entender a lógica porque muita gente confunde:

  • Suspensão direta (por infração auto-suspensiva): acontece na faixa acima de 50% do limite (art. 218, III), além de outros artigos específicos

  • Suspensão por pontos: ocorre quando o condutor atinge o limite de pontos no período, conforme regras vigentes (e isso varia conforme histórico de infrações)

Exemplo didático:

  • Via 60 km/h: acima de 50% seria considerada acima de 90 km/h (porque 60 + 50% = 90). Se a velocidade considerada passar disso, pode entrar em art. 218, III, com suspensão.

Exemplo comparativo em via de 60: como cada faixa se comporta

Para facilitar, pense na via de 60 km/h (usando velocidade considerada):

  • Até 60: sem infração

  • 61 a 72: até 20% acima (média)

  • 73 a 90: acima de 20% até 50% (grave)

  • Acima de 90: acima de 50% (gravíssima com suspensão)

E como isso se traduz para velocidade medida? Depende do abatimento técnico, mas a lógica é: você sempre precisa trazer para “considerada” para enquadrar corretamente.

Estratégia de defesa: o que costuma funcionar em multa de radar

Uma defesa boa não é “eu preciso do carro” ou “não vi o radar”. É atacar o ato administrativo com objetividade.

Linhas de argumentação frequentes:

  • Erro de dados (placa, local, hora, limite regulamentado)

  • Ausência/irregularidade de elementos essenciais no auto

  • Inconsistência entre velocidade medida, considerada e enquadramento

  • Problema de sinalização do limite

  • Questões do equipamento (identificação, regra aplicada, coerência do registro)

  • Incongruência do local (via com limite incompatível sem a devida regulamentação visível, quando comprovável)

Você organiza assim:

  1. identificar o que está errado no papel (notificação/auto)

  2. provar com documento/foto

  3. pedir o cancelamento por nulidade/insubsistência

Pagamento com desconto x recorrer: dá para fazer os dois?

Na prática administrativa, existe a situação em que o motorista paga para aproveitar desconto e ainda assim tenta discutir em recurso, mas isso varia conforme o regramento e a plataforma usada. Do ponto de vista estratégico, muita gente faz:

  • se a prova é fraca, paga com desconto e encerra

  • se a prova é forte (erro evidente), recorre e evita reconhecer a penalidade como definitiva

O ideal é avaliar o risco: ao recorrer, você precisa acompanhar prazos e resultados para não deixar virar problema maior (como pontos acumulados e processos de suspensão por pontos).

Se eu passar “só um pouco” sempre vai dar multa?

Não necessariamente, porque existe o abatimento técnico e porque o seu velocímetro pode estar mostrando acima. Em via de 60:

  • medida 67 tende a virar considerada 60 (sem multa)

  • medida 68 tende a virar considerada 61 (com multa)

Por isso, a sensação de “passei a 66 e multou” pode ser uma mistura de:

  • seu velocímetro estava subindo/descendo

  • você olhou depois do radar

  • o radar mediu pico maior

  • você estava em declive e ganhou velocidade sem perceber

Como reduzir risco de multa por radar sem dirigir “travado”

Algumas práticas defensivas:

  • usar piloto/limitador de velocidade quando disponível

  • reduzir antes do ponto de fiscalização (não frear em cima do radar)

  • observar variações de limite (60/50/40 em área urbana é comum)

  • atenção em trechos com escolas, obras e áreas de travessia

  • calibragem e pneus corretos para leitura mais consistente do carro

  • manter cadastro atualizado para receber notificações e não perder prazos

Perguntas e respostas

Passei a 70 no radar de 60. Vou ser multado?

É possível que sim. O que conta é a velocidade considerada (após abatimento técnico). Se o radar mediu 70, a considerada tende a ficar em 63 e isso ultrapassa 60.

Radar de 60: até quanto posso passar sem multa?

Na prática mais comum, até 67 km/h medidos tende a não multar porque a considerada cai para 60. A partir de 68 medidos, tende a haver excesso.

Se eu passei a 70 em via 60, qual artigo é?

Em regra, art. 218, inciso I (até 20% acima do limite), porque 63 considerada está cerca de 5% acima de 60.

Quantos pontos dá no caso “até 20% acima”?

Geralmente 4 pontos, por ser infração média.

Qual é o valor da multa do art. 218, inciso I?

É o valor-base de infração média previsto no CTB (multa média).

Radares funcionam de madrugada?

Sim, em regra funcionam. Se o equipamento estiver operante e regular, pode registrar infrações em qualquer horário.

A multa de radar precisa mostrar meu rosto?

Não. Normalmente basta identificar o veículo e a placa, além dos dados do auto.

Posso indicar outro condutor?

Sim, em geral é possível indicar o real condutor dentro do prazo e com a documentação exigida pelo órgão autuador.

Não recebi notificação. Posso anular?

Depende. Muitas vezes o órgão considera válida a notificação enviada ao endereço cadastrado. Se houver falha formal (endereço errado com cadastro certo, publicação irregular etc.), pode haver argumento, mas é caso a caso.

Como saber se já existe penalidade aplicada?

Consultando a situação no DETRAN/sistema oficial do seu estado e verificando se está em fase de autuação (NA) ou penalidade (NIP).

Quando excesso de velocidade dá suspensão?

Quando a velocidade considerada ultrapassa mais de 50% do limite (art. 218, III), além de casos de suspensão por acúmulo de pontos.

Conclusão

Se você passou a 70 km/h em um radar de 60 km/h, há chance real de multa porque, após a margem técnica do equipamento, a velocidade considerada tende a ficar acima do limite (ex.: 63 km/h). Isso normalmente cai no art. 218, inciso I, que é a faixa “até 20% acima”, com multa e pontos, sem suspensão direta. A melhor forma de lidar é entender a diferença entre velocidade medida e considerada, conferir se a notificação traz os dados corretamente, observar se houve algum vício objetivo (dados, sinalização, enquadramento, coerência do cálculo) e respeitar os prazos de defesa e recurso. Se a autuação estiver formalmente correta, o caso costuma ser de pagamento/gestão de pontos; se houver inconsistência comprovável, vale estruturar uma defesa técnica com base em nulidade e prova concreta.

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