Trânsito: Entenda Por Que é a Principal Causa de Morte Acidental de Crianças de Zero a 14 anos no Brasil

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Você sabia que as chances de uma criança sofrer algum tipo de acidente enquanto está no trânsito são grandes no Brasil?

Esta afirmação é comprovada pela Organização Não Governamental (ONG) Criança Segura que, com base nos números informados pelo Ministério da Saúde, estabeleceu o seguinte prognóstico: o trânsito é a principal causa de morte acidental entre crianças de zero a 14 anos no Brasil.

Curiosamente, a faixa etária mais atingida é entre as crianças de 10 a 14 anos, justamente aquelas em que a legislação já não prevê mais o uso de equipamento específico para o transporte em veículo.

Como você deve saber, quando estamos nos referindo a seres em formação, a importância do cuidado no trânsito torna-se de fato uma obrigação, pois nesta idade é muito comum que estas crianças não estejam atentas ao que acontece ao seu redor.

Portanto, o motorista, como o adulto responsável, precisa estar atento ao uso do cinto de segurança, assim como outras condutas que poderão ser prejudiciais a toda criança.

Neste artigo, apresentarei para você dados do Ministério da Saúde sobre o número de crianças que são internadas em decorrência dos acidentes de trânsito.

Também elucidarei para você quais medidas são estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e auxiliam na segurança para este tipo de transporte.

Você também vai saber quais recomendações que, apesar de não estarem na legislação, também são necessárias quando o assunto é a vida de crianças no trânsito.

Siga a leitura!

Crianças São Vítimas Frequentes de Acidentes

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Crianças são vitimas frequentes de acidentes

No mundo, diariamente, 830 mil crianças são vítimas de acidentes. Muitos deles que poderiam ser evitados.

Este dado foi apresentado pela ONG Criança Segura, que busca elucidar os principais motivos de mortes e internações de crianças e adolescentes.

No Brasil, conforme a ONG, em média, 13 crianças e adolescentes de até 14 anos são vítimas fatais de algum tipo de acidente todos os dias.

Ainda de acordo com o relatório, ao distribuir por gênero, em média, meninos são as principais vítimas, contabilizando 64,4%, enquanto as meninas apontam 36,4%.

Analisando as causas dos acidentes, armas de fogo, queimaduras e afogamentos estão entre as principais causas, juntamente com os acidentes de trânsito.

A seguir, trago um panorama mais geral sobre as crianças no trânsito, com dados que demonstram o risco a que elas estão expostas e os resultados disso.

 

Crianças No Trânsito: Um Panorama Alarmante

Conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde do Brasil, organizados pela ONG Criança Segura, casos de mortes e hospitalização de crianças em decorrência de acidentes de trânsito diminuíram nos últimos anos. Entretanto, continuam sendo o tipo de acidente que mais provoca mortes acidentais de crianças com até 14 anos no país.

Conforme o Guia de Boas Práticas no Trânsito , no ano de 2015, 3.886 crianças, de zero a 14 anos, morreram por algum tipo de acidente no país.

Deste total, 1.389 foram devido a acidentes de trânsito, representando 36% do total de mortes registradas no país naquele ano.

Se pensarmos que o número de crianças no país é enorme, esses dados, talvez, fiquem parecendo irrelevantes. Pois saiba que não são.

Isso porque, conforme a Criança Segura, 90% dos acidentes com crianças no trânsito poderiam ter sido evitados se os adultos responsáveis estivessem mais atentos ao conduzir veículos.

Outro ponto importante é que estes dados englobam crianças de 10 a 14 anos que, não necessariamente em acidentes de trânsito, são vítimas enquanto estão em veículos, mas também ao atravessar a rua, por exemplo, ou andar de bicicleta ou patins sem os equipamentos de segurança adequados.

Estes cuidados, conforme os órgãos de trânsito, devem ser repassados pelos responsáveis, pois o exemplo é importante nesta faixa etária.

Além disso, ao conduzir a criança pelas vias públicas, é preciso que o adulto obedeça a sinalização de trânsito, para que a criança entenda a importância de estar sempre atento.

Como condutor ou como pedestre, os pais e/ou responsáveis serão os exemplos que as crianças seguirão.

No entanto, a imprudência e a desatenção fazem com que o número de acidentes com automóveis seja a principal causa de morte de crianças no trânsito.

Veja, a seguir, as estatísticas de mortes de crianças no trânsito brasileiro e quais legislações buscam minimizar esse problema.

 

Acidente Com Automóveis é o Principal Tipo de Acidente que Leva Crianças a Óbito no Trânsito

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Você sabe como transportar crianças no carro de forma correta?

Conforme o guia sobre as boas práticas no trânsito, o tipo de acidente responsável pela maioria das mortes e internações de crianças no trânsito é quando estas crianças estão dentro dos veículos.

Conforme os dados apresentados com base nas informações do Governo Federal, 34% das crianças hospitalizadas e que morreram no trânsito estavam dentro de algum automóvel.

Em seguida, estão os acidentes onde as crianças estavam em condição de pedestres, contabilizando 30% das estatísticas.

Crianças passageiras de moto fazem parte de 10% dos acidentes, e de bicicleta, 6%.

Estes dados são preocupantes, pois desde o ano de 2010 o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) regulamenta o transporte de crianças com até 10 anos em automóveis.

A regulamentação está prevista na Resolução nº 277/2008 e em suas complementares – Resoluções nº 352/10 e nº 639/16.

Elas buscam aperfeiçoar os regulamentos dos art. 64 e art. 65 do CTB, que determinam o seguinte:

“Art. 64. As crianças com idade inferior a dez anos devem ser transportadas nos bancos traseiros, salvo exceções regulamentadas pelo CONTRAN.

Art. 65. É obrigatório o uso do cinto de segurança para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pelo CONTRAN.”

Como você pode perceber, o Código apenas determina onde as crianças devem ser transportadas e o uso do cinto de segurança de forma obrigatória, assim como é para todos os passageiros.

Entretanto, com a Resolução nº 277/08, ficou determinado que toda criança menor de 10 anos deverá ser transportada nos bancos traseiros, utilizando, de forma individual, o cinto de segurança ou um sistema de retenção equivalente.

Essa resolução também determina o uso da conhecida cadeirinha, estabelecendo também o tamanho e tipo do equipamento conforme a idade da criança.

As medidas devem ser obedecidas, pois, de acordo com o CONTRAN, foi comprovado que o uso desses equipamentos diminui os riscos de acidentes de crianças no trânsito.

Além disso, caso o acidente ocorra, eles proporcionam maior proteção para os pequenos, que apenas o cinto de segurança não seria capaz.

É importante, ainda, uma reflexão sobre o assunto, considerando os dados, as informações e as obrigatoriedades impostas pela legislação.

Afinal, o trânsito nada mais é do que um reflexo da sociedade, da sua maneira de lidar com as situações.

Falarei mais sobre esse tema a seguir, trazendo mais dados sobre o trânsito no Brasil e como isso afeta nossa sociedade.

 

O Trânsito Reflete a Sociedade

Levando em conta que vivemos em um mundo globalizado, onde todos os setores estão interligados e as pessoas estão em busca de maneiras alternativas para viver, não é possível ignorarmos os motivos dos acidentes de trânsito.

Conforme o guia da Criança Segura, atualmente, morrem 40 mil vítimas de acidentes de trânsito todos os anos.

Isso é muito, não é verdade?

Até porque, além dos impactos físicos e emocionais, os acidentes também resultam às vítimas e suas famílias custos financeiros.

Conforme o Ministério da Saúde, no ano de 2016, 12.288 crianças foram hospitalizadas em decorrência de acidentes de trânsito no Brasil.

Destas, de acordo com a coordenadora de projetos da Criança Segura, Mariana Lorencinho, aproximadamente, quatro crianças morrem diariamente em decorrência de acidentes de trânsito.

Mariana afirma que este número poderia ser menor se medidas de prevenção fossem adotadas, como a redução do limite máximo de velocidade nas vias e o aumento da fiscalização dos equipamentos obrigatórios, como a cadeirinha.

Ao concluir a pesquisa, a ONG aponta que os acidentes também podem ser considerados um problema de ordem social, pois crianças que vivem em situações de fragilidade, de acordo com os dados apurados, são vítimas frequentes do trânsito.

Ainda que tenhamos, como país, alcançado uma redução de 15% nas indenizações pagas pelo DPVAT, comparando 2017 a 2018, os números ainda são alarmantes: quase 330 mil indenizações em 2018.

Desse total, 14.671 foram destinadas a crianças. Lembrando, porém, que nem sempre o benefício é solicitado pela família.

Um dos questionamentos diz respeito à fragilidade maior das crianças em relação ao trânsito se comparada a outras faixas etárias.

Há uma série de razões que as fazem mais vulneráveis, de diversas ordens. Na próxima seção, meu objetivo é mostrar a você esses aspectos.

 

Por Que Crianças São Frágeis Perante o Trânsito?

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Entenda como uma criança enxerga o trânsito

Você deve saber que as crianças são seres que precisam estar em constante fiscalização. Entretanto, saiba que crianças no trânsito, por conta da falta de familiaridade que os adultos adquirem com o tempo, estão ainda mais frágeis aos perigos oferecidos.

Pensando nisso, o CTB, no Art. 214, estabelece o seguinte:

“Art. 214. Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado:

 I – que se encontre na faixa a ele destinada;

 II – que não haja concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde para o veículo;

 III – portadores de deficiência física, crianças, idosos e gestantes:

 Infração – gravíssima;

 Penalidade – multa.”

Portanto, de acordo com a legislação, as crianças estão entre o grupo de pessoas que devem causar aos motoristas cuidado redobrado, por conta da fragilidade que apresentam.

Isso acontece, principalmente, pelo, ainda, desenvolvimento cognitivo, físico e emocional das crianças.

Portanto, crianças não são capazes de prever os perigos de um carro em movimento, por exemplo.

O motivo disso é que elas não sabem pensar e reagir às diferentes situações que o trânsito apresenta ao mesmo tempo, como observar a travessia para pedestres, a indicação do semáforo e o movimento dos automóveis.

Sendo assim, além dos dados apresentados, a ONG Criança Segura afirma que acidentes de trânsito com crianças acontecem principalmente pelos seguintes fatores:

Visão

Quando orientamos alguém em relação ao trânsito, sempre pedimos para que a pessoa fique atenta e olhe para todos os lados ao atravessar, para que seja capaz de prever algum tipo de acidente, não é verdade?

Pois saiba que dependendo da idade da criança, de nada adiantará esta recomendação.

Isso porque o modo de ver e compreender o mundo por meio da visão de uma criança é diferente de um adulto.

Você, como adulto, possui a visão panorâmica, ou seja, consegue perceber uma paisagem em sua totalidade. Com as crianças, isso não acontece, pois ela enxerga unicamente o que está em sua frente.

Conforme o Guia de Trânsito realizado pela ONG Criança Segura, uma criança leva, aproximadamente, quatro segundos para conseguir distinguir se um automóvel está parado ou não.

Elas também confundem “altura” e “distanciamento”. Então, um automóvel que é menor, para uma criança, aparentemente está mais afastado que um caminhão, quando poderá ser o contrário.

Outro ponto muito importante: as crianças confundem o “ver” e ser “visto”. Portanto, ao enxergar você, motorista, ela entende que está sendo vista e poderá passar a sua frente, contribuindo para a ocorrência de acidentes.

Audição

Até certa idade, as crianças não são capazes de identificar sons que não fazem parte do seu cotidiano.

E mesmo que identifiquem, não conseguem detectar de onde este som está vindo.

Portanto, crianças no trânsito devem estar sempre acompanhadas, porque caso o motorista buzine, por exemplo, ela não conseguirá identificar este som como aviso para que pare ou siga andando, como os pedestres adultos já conseguem identificar.

Desenvolvimento físico-motor

De acordo com o relatório da ONG, uma criança não compreende a relação entre causa-efeito.

Elas não são capazes de compreender que é necessária, por exemplo, uma distância e tempo de frenagem para um veículo parar.

Com isso, ao perceber, depois dos 4 segundos já mencionados, que o veículo está próximo, ela acredita que o motorista irá parar imediatamente, o que nem sempre é possível.

Por conta da inexperiência no trânsito, as crianças também realizam travessias imprevistas, em locais não sinalizados.

Portanto, elas não ficam atentas às faixas de pedestre e poderão atravessar de maneira inesperada, surgindo até mesmo detrás de algum veículo estacionado.

Isso pode fazer com que condutores, mesmo os mais prudentes, se envolvam em acidentes de trânsito.

Sendo assim, é imprescindível estar sempre pensando na segurança no trânsito e, em especial, na segurança das crianças no trânsito.

A atenção é o primeiro fator crucial nesse momento, e tratarei dela com mais detalhes a seguir.

Crianças no Trânsito Merecem Mais Atenção

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O exemplo é essencial para que as crianças aprendam a respeitar o trânsito

Apesar de todos estes fatores inerentes às crianças, é importante que você, condutor, entenda que alguns cuidados devem também ser de sua responsabilidade.

Isso porque são vários os fatores que poderão resultar em acidentes de trânsito, como as condições ambientais, de infraestrutura de tráfego e o mau comportamento de motoristas e pedestres.

O descuido dos responsáveis também é apontado como uma das principais causas de acidentes de crianças no trânsito, pois conforme dados da Criança Segura, crianças de até 12 anos, por estarem em fase de crescimento, apresentam habilidades ainda em desenvolvimento.

Portanto, elas não devem sair desacompanhadas de um adulto. Conforme estudos, a percepção das crianças em relação ao funcionamento social de tudo que as cerca, assim como no trânsito, ainda está em fase de amadurecimento.

Por conta disso, elas não são capazes de tomar atitudes de forma rápida, nem tomar decisões seguras em relação ao trânsito.

Dessa forma, motoristas conscientes que procuram manter a velocidade do veículo ao circular, obedecendo aos sinais de trânsito, estarão contribuindo para a diminuição dos riscos.

Uma das formas de proteger as crianças no trânsito encontrada pela legislação foi a criação de áreas especiais.

Locais próximos a escolas, por exemplo, se encaixam nessa categoria e têm regras específicas para a circulação de veículos.

Conhece essas regras? É o assunto de que tratarei na próxima seção.

 

Tenha Cuidado ao Circular em Áreas Consideradas Especiais

Situações em que crianças acabam expostas ao trânsito poderão acontecer em qualquer via pública.

Entretanto, locais perto de escolas, por exemplo, são considerados espaços onde é preciso ter bastante cuidado.

Veja o que o Art. 220 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) apresenta:

“Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito:

(…)

XIV – nas proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de passageiros ou onde haja intensa movimentação de pedestres:

Infração – gravíssima;

Penalidade – multa.”

Como você pode perceber, para a legislação, todo motorista deverá estar atento às áreas consideradas de circulação de indefesos.

Conforme o Instituto de Certificação e Estudos de Trânsito e Transporte (ICETRAN), esses espaços devem ser bem sinalizados, justamente para despertar a atenção do motorista, seja com placas ou símbolos no asfalto, assim como são utilizadas faixas de pedestres ou lombadas.

Por ser considerada infração gravíssima pela legislação, a multa aplicada nestes casos é de R$ 293,47, e são somados à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do condutor 7 pontos.

Outra infração prevista pelo CTB para estes trechos tem a ver com um dos problemas do trânsito mundial: o excesso de velocidade.

Como informado anteriormente, as crianças não conseguem distinguir quando um veículo está ou não em movimento, nem dosar o tempo necessário para realizar a sua travessia.

Portanto, conforme o art. 311 do CTB, o motorista que trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas proximidades de escolas, hospitais e demais lugares onde haja grande movimentação ou concentração de pessoas, representando perigo ou dano, estará cometendo um crime.

Assim, deverá ser penalizado com detenção de seis meses a um ano ou multa.

As causas dessas penalidades, que podem ser consideradas demasiado severas por alguns, ficam explícitas se você voltar a sua atenção aos dados do trânsito brasileiro.

A Seguradora Líder, responsável pelo recebimento do Seguro DPVAT e pagamento das indenizações, divulgou o relatório de indenizações pagas ao longo de 2018 e os dados são preocupantes, em especial, nas faixas etárias mais baixas.

Veja, a seguir, alguns dos índices trazidos por esse relatório.

DPVAT Alerta Para a Quantidade de Acidentes Com Crianças no Trânsito

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Você sabe qual a idade mínima para transportar seu filho na garupa da moto?

Em 2018, conforme a Seguradora Líder, 3.125 crianças de zero a sete anos foram vítimas do trânsito, fazendo parte de casos de reembolso de despesas médicas, invalidez permanente e morte.

A seguradora que administra o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) também informou que entre a faixa etária subsequente, de oito a 17 anos, o número de indenizações pagas pelo seguro foi ainda maior, 11.546.

Com isso, a seguradora constatou que crianças e adolescentes representam cerca de 5% do total de indenizados ao longo de 2018, mesmo percentual do ano anterior, 2017.

Levando em conta que o seguro pagou para o público jovem adulto, entre 18 e 24 anos, que está no trânsito já em condição de condutor, durante 2018, 155.046 benefícios, correspondendo a 47% do total, é grave o fato destes seres em formação serem alvo direto dos acidentes.

Uma das preocupações dos órgãos de fiscalização é em relação ao transporte de crianças em motos.

Segundo o seguro DPVAT, no ano de 2015, mais de 1,4 mil crianças de até sete anos foram indenizadas em decorrência de acidentes de trânsito em motos.

O relatório da Seguradora Líder mostra um número um pouco menor em 2018. No total, 1.178 acidentes com crianças de até sete anos envolvendo motos levaram ao pagamento de indenizações.

Desses, 124 devido a mortes e 1.054 por invalidez permanente.

De acordo com o Código de Trânsito, no art. 244, nessa faixa etária, não é permitido transportar crianças neste tipo de veículo.

Além do trauma do acidente e da hospitalização, os órgãos de trânsito apontam que muitas destas crianças, em decorrência dos acidentes, acabam ficando com sequelas permanentes.

A faixa de 8 a 17 anos é mais preocupante, com 358 indenizações por morte e 5.591 por invalidez permanente em 2018.

Num panorama geral, 3% das mortes nessa modalidade de acidente foram de crianças e adolescentes até 17 anos.

Para ajudar a reduzir esses índices, há muitas medidas que podem ser tomadas pelos responsáveis e por todos os motoristas.

A seguir, falo um pouco sobre essas atitudes.

Saiba o Que Você Pode Fazer Para Manter as Crianças Seguras no Trânsito

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Respeite sempre o que determina a legislação quando o assunto é o transporte de crianças em veículos

O papel do responsável é fundamental na busca da diminuição destas estatísticas. Portanto, assim como é indicado para todo tipo de acidente, é necessária a prevenção.

No trânsito, quando falamos em prevenção, nos referimos à condução defensiva.

Ou seja, quando o condutor está ciente da segurança que está sendo capaz de fornecer a seus passageiros e aos demais motoristas e pedestres.

Portanto, veja abaixo algumas dicas de ações fundamentais para que acidentes com crianças sejam evitados:

  • Utilizar sempre a cadeirinha ou assento de elevação na idade indicada
  • Não transportar crianças menores de 10 anos no banco da frente
  • Respeitar a idade mínima para transportar a criança em moto
  • Ao transportar as crianças em táxis, transportes de aplicativos ou carona, se for possível, leve o seu bebê conforto ou cadeirinha
  • Em ônibus urbanos, carregue seu bebê no colo
  • Em viagens nos ônibus intermunicipais ou interestaduais, quando a criança for um pouco maior e ocupar um assento, garanta que ela use o cinto de segurança do banco do ônibus

Com essas dicas, com certeza, você estará contribuindo para reduzir os números de crianças envolvidas em acidentes em decorrência do trânsito no próximo relatório anual.

Faça a sua parte!

 

Conclusão

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É preciso educar desde cedo o seu filho para o trânsito

Conforme a legislação de trânsito vigente, o motorista é responsável também pela conduta de seu passageiro.

Portanto, é necessário que o condutor sempre esteja atento aos cuidados com a segurança daqueles que está transportando.

Quando este passageiro é um ser indefeso, que ainda está em desenvolvimento, é importante que a atenção seja redobrada.

Neste artigo, apresentei a você os números preocupantes sobre crianças envolvidas em acidentes de trânsito no Brasil.

Você ficou sabendo que, de acordo com o seguro DPVAT, os casos de crianças indenizadas em decorrência do transporte errado em motos são recorrentes e devem ser fiscalizados com mais atenção.

Também elenquei para você algumas dicas de como um bom condutor pode diminuir essas estatísticas, já que o número de crianças vítimas de acidentes de trânsito por atropelamento é alto.

Para reduzir os índices, é preciso que pais, motoristas e a legislação trabalhem juntos, pois as crianças merecem esta atenção, afinal de contas, serão os responsáveis pelo trânsito no futuro.

Agora, eu quero saber a sua opinião. Quais fatores contribuem para este panorama preocupante em relação às crianças no trânsito?

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