É Possível Contratar Seguro Para Carros Rebaixados?

Existe seguro para carros rebaixados?

Esse questionamento é sempre motivo de muitas discussões em minhas plataformas de comunicação.

Seja nos comentários aqui nos artigos do site, em minha Fanpage e em demais perfis que mantenho na internet, são muitos proprietários de carros que surgem com esse questionamento.

Isso porque, apesar do desejo de modificar o veículo, muitos ficam com bastante receio de realizar esse tipo de mudança.

Muitos porque sabem que nem todos os lugares realizam esse tipo de serviço de maneira eficaz, o que é importante já que modificações como essa devem seguir e cumprir uma série de exigências.

Mas você sabe quais motivos levam alguém a rebaixar o seu veículo?

Pois saiba que essa discussão acontece faz muito tempo. Mais precisamente, um pouco depois da virada para o século XXI.

Os motivos para isso podem ser os mais variados, mas, com certeza, os filmes de Hollywood têm papel fundamental nisso.

Isso porque, ao assistir, nas telas do cinema, carros que, além de velozes, eram modificados ao ponto de se destacarem dos demais automóveis, muitos proprietários de veículos alimentaram o sentimento de também tornar o seu carro o mais próximo possível de sua personalidade.

Essa discussão se tornou ainda mais presente no ano de 2008, já que o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) publicou a Resolução 292, permitindo, aos proprietários, certas modificações em seus veículos.

Neste artigo, eu apresentarei para você o que é a suspensão do seu veículo e qual a sua importância para o seu funcionamento.

Você também ficará sabendo quais especificações a Resolução 292 apresenta ao se referir ao rebaixamento de veículo.

Eu também apresentarei para você como são realizados os seguros para veículos, assim como uma segunda alternativa, bastante utilizada por proprietários de veículos modificados, para manter o carro seguro.

Ficou curioso?

Então, continue a leitura do artigo!

 

Saiba a Importância da Suspensão de Seu Veículo

Entenda a importância do sistema de suspensão de seu veículo

Você que é motorista deve saber que um dos problemas enfrentados por condutores de veículos diz respeito às condições das ruas e estradas do país.

Não é incomum, ao dirigirmos, nos depararmos com buracos enormes que, dependendo das condições de nossos veículos, poderão até mesmo contribuir para a ocorrência de acidentes.

Normalmente, quando nos deparamos com esses problemas, automaticamente pensamos que são decorrentes da má administração das estradas. E, de fato, é quando se tornam corriqueiros ou não são solucionados em um pequeno espaço de tempo.

Entretanto, saiba que, a critério de curiosidade, o surgimento de buracos em vias públicas acontece por alguns fatores, sendo um deles o clima, já que em áreas em que o clima pode chegar a temperaturas extremamente geladas, por exemplo, esse problema é bastante comum, assim como em lugares que passam por longos períodos de chuvas.

Isso porque, para que os buracos comecem a ser formados, são necessários dois elementos: água e tráfego.

A água entra em contato com o asfalto quando a vedação acontece de maneira incorreta. Combinado com a passagem de pneus diariamente na superfície, o solo passa a ser corroído.

Com isso, o asfalto acaba perdendo muito da sua estrutura, sendo expandido, causando rachaduras na pavimentação.

Quando esse solo já corroído entra, então, em contato com o sol, o surgimento de buracos acontece.

Mas o que isso tem a ver com a suspensão do seu veículo?

Imagine o desconforto caso não houvesse um sistema responsável pela estabilidade do seu veículo?

Mesmo em pequenas distâncias, a menor das ondulações já traria desconforto e perigo a sua vida.

Isso porque a função da suspensão é dar, ao veículo, estabilidade e dirigibilidade para que seja proporcionado, aos motoristas e passageiros, mais conforto.

Portanto, não é incorreto afirmar que a suspensão é responsável por absorver as irregularidades no solo, como é o caso dos buracos presentes em vias públicas.

Quando você está em um carro com a suspensão em péssimas condições, ou modificada de maneira ilegal, você aumenta o contato do seu veículo com o solo, deixando o seu carro sujeito a derrapar em qualquer curva ou ondulação presente.

Entre essas modificações, está o rebaixamento de veículos.

Antes que eu explique para você detalhes sobre esse processo, é importante que você saiba que a legislação brasileira está atenta às modificações realizadas em veículos.

Levando em conta que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), desde a sua criação, busca pela segurança dos condutores, é claro que não poderiam ser ignoradas as modificações realizadas em veículos.

Veja o que ele aponta no art. 98:

“Art. 98. Nenhum proprietário ou responsável poderá, sem prévia autorização da autoridade competente, fazer ou ordenar que sejam feitas no veículo modificações de suas características de fábrica.”

Com isso, o CTB deixa claro que o proprietário de veículo poderá realizar as modificações, se assim desejar, entretanto, deverá solicitar a autorização dos órgãos competentes.

No caso do rebaixamento de veículos não é diferente. Antes de apresentar para você como manter o seu carro rebaixado seguro, veja o que a legislação de trânsito determina quanto ao rebaixamento de veículo.

 

O CONTRAN Regulamenta o Rebaixamento de Carros no Brasil

A legislação brasileira permite o rebaixamento de veículos

Como eu apontei na introdução do artigo, é a Resolução 292 do CONTRAN que atribui novas regras de modificações em veículos no país.

Conforme a Resolução, em automóveis de passageiros, camionetas mistas, caminhonetes de cargas e também as especiais, assim como os utilitários mistos, são permitidas alterações na suspensão.

Porém, no ano de 2014, para deixar mais claro o que pensa sobre as modificações, o CONTRAN publicou a Resolução 479, a qual teve como objetivo determinar, de maneira mais específica, as modificações referentes à suspensão dos veículos, permitindo o rebaixamento.

Um ponto importante dessa resolução é que ela deixa bastante claro, ao proprietário, que a responsabilidade em relação às modificações realizadas deverá estar sob sua responsabilidade.

Com isso, o CONTRAN deseja mostrar, ao proprietário de veículo, que a legislação estava, então, permitindo esse tipo de modificação, entretanto, é de responsabilidade do dono do carro, por exemplo, buscar uma oficina mecânica que realize um bom serviço.

Veja o que o art. 6º da Resolução determina quanto ao rebaixamento autorizado de carros de passeios:

“Art. 6º

(…)

  • 1º Nos veículos com PBT até 3500 kg:

I – o sistema de suspensão poderá ser fixo ou regulável.

II – A altura mínima permitida para circulação deve ser maior ou igual a 100 mm, medidos verticalmente do solo ao ponto mais baixo da carroceria ou chassi, conforme anexo I.

III – O conjunto de rodas e pneus não poderá tocar em parte alguma do veículo quando submetido ao teste de esterçamento.”

Com isso, está permitida a utilização de suspensão fixa ou regulável em veículos, diferente do que era previsto até então.

Quanto a altura, 100mm equivale a 10 cm. Portanto, essa é a altura máxima que você, proprietário de veículo, poderá rebaixar o seu carro caso assim deseje.

Mas atenção: antes de procurar uma oficina para rebaixar o seu carro, lembre-se de que o CTB determina que haja uma autorização prévia.

Para isso, você deverá primeiro procurar o Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN).

Isso porque apenas ele poderá fornecer essa autorização.

Saiba que, apesar dessa determinação, muitos proprietários acabam realizando a modificação antes de solicitar a permissão, mas isso não deve acontecer.

Pois bem, apenas após ter esse documento em mãos, você poderá levar o seu veículo para o profissional que vai realizar a modificação.

Entretanto, não pense que os procedimentos acabam após a modificação.

Após ter o veículo entregue pelo profissional que realizou o rebaixamento, você deverá levar o seu carro para uma Inspeção de Segurança Veicular.

Essa análise deverá ser realizada por uma empresa que tenha autorização do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).

Ela será capaz de fazer testes de medições em seu veículo para que seja comprovado o cumprimento das normas no momento da modificação.

Após a inspeção, caso tudo esteja de acordo com o que está estipulado pela legislação, você receberá em mãos o Certificado de Segurança Veicular.

Com o certificado em mãos, você deverá retornar ao DETRAN para solicitar os novos documentos do seu veículo.

Dessa maneira, você estará, portanto, circulando com o seu veículo dentro da lei, sem correr o risco de ser apanhado pelas autoridades de trânsito.

Mas, para que você circule, de fato, em segurança, você deverá ter um seguro veicular. É sobre isso que conversaremos a seguir.

 

Existe Seguro Para Carro Rebaixado?

Conversar com a seguradora é essencial nesses casos

Visto como aquele contrato que foi feito para nunca ser usado, o seguro de veículos é uma boa opção para que o proprietário possa ter menos prejuízo caso o seu veículo seja roubado, furtado ou danificado ao fazer parte de algum tipo de acidente de trânsito.

Entretanto, ao contrário do que se pensa, os proprietários que optam por ter um seguro veicular não são maioria no Brasil.

De acordo com matéria publicada no Diário do Pernambuco, menos de 30% da população automotiva mantêm um seguro para o seu carro, mesmo com o alto índice de violência.

Talvez você seja um desses motoristas que não utiliza o serviço por pensar que o custo-benefício não vale a pena.

Porém, saiba que o seguro é um investimento importante que poderá solucionar o seu problema caso aconteça algo inesperado com o seu carro.

Mas saiba que eu sei, sim, o quanto é difícil fazer essa escolha, já que as seguradoras oferecem diferentes tipos de coberturas, que muitas vezes não contemplam os seus interesses, muito menos as suas condições financeiras.

Porém, um ponto importante a ser pensado antes de decidir ter ou não um seguro de veículo é quais fatores podem ser levados em conta no momento da contratação.

Um proprietário de veículo que reside no interior, em uma cidade pacata, por exemplo, provavelmente, não terá as mesmas preocupações quanto à segurança do seu veículo se comparado com um motorista de uma metrópole.

É claro que, por exemplo, roubo e furto de veículos ocorrem em todas as cidades do país e sempre é bom estar protegido para esse tipo de ocasião.

Entretanto, alguns dos serviços englobados em alguns seguros não são direcionados para você. Então, dedique o seu tempo para avaliar cada tipo de cobertura oferecida. Você, provavelmente, irá encontrar algum que chegue ao menos perto do que você esperava.

E, caso o seu carro seja rebaixado, saiba que o cuidado deve ser igual. Entretanto, talvez você encontre certa resistência das seguradoras.

Como dito, a legislação permite o rebaixamento de veículos, desde que ele seja realizado dentro do padrão estabelecido pelo CONTRAN.

Entretanto, até mesmo em decorrência de como a sociedade enxerga os motoristas que realizam modificações nos veículos, muitas seguradoras, infelizmente, não realizam mais o seguro para carros rebaixados.

Com isso, caso você, ao rebaixar o seu veículo, já tenha um seguro, fale com a seguradora antes de realizar a mudança.

Esse passo é bastante importante para que você possa saber se poderá ou não contar com a empresa após as modificações realizadas.

Ser sincero é extremamente importante nesses casos.

Conversando, é possível, sim, que você consiga contratar um seguro para o seu veículo, mesmo ele tendo sido modificado.

Porém, você precisa ser sincero.

Isso porque, desde as pequenas mudanças em relação ao veículo, como, por exemplo, a troca do motorista habitual ou a cor da pintura do carro, é importante que você sempre comunique a seguradora.

Apesar de o seguro ser visto como um contrato que nunca vai precisar ser usado, você deve sempre pensar que talvez, em algum momento, poderá acontecer alguma situação em que a seguradora precisará ser acionada.

Imagine você, ao não relatar as modificações, nessa situação?

Caso a empresa entenda como omissão de informação, você poderá até mesmo ficar sem a indenização. O prejuízo nesses casos seria realmente grande, não é verdade?

Portanto, a dica é: sempre informe a sua seguradora sobre as mudanças realizadas no veículo. Só assim você estará, realmente, seguro ao circular com o seu automóvel.

 

Por Que as Seguradoras Negam o Pedido de Seguro Para Carros Rebaixados?

Normalmente, os principais motivos que levam as seguradoras a negarem os pedidos estão diretamente ligados ao receio que esse tipo de veículo poderá vir a provocar no futuro.

Muitas argumentam que, ao modificar as peças originais do veículo, os motoristas poderão estar aumentando, de maneira considerável, os riscos de acidentes de trânsito, elevando o valor da apólice do contrato.

As seguradoras também argumentam que as peças modificadas poderão gerar uma dificuldade no momento de medir o valor do conserto do veículo caso aconteça algum sinistro.

Como não poderia ser diferente, e como acontece em todos os casos, as seguradoras levam também em consideração o perfil dos motoristas no momento de apresentarem os valores dos seguros cobrados.

Portanto, como eu já citei, é socialmente esperado que os motoristas de carros rebaixados conduzam os seus veículos de maneira mais arriscada, contribuindo para que acidentes de trânsito possam acontecer.

Com essas informações, você já pode perceber que o motorista que opta por rebaixar o seu veículo passará por algumas dificuldades pelo caminho.

Mas como eu sei que para os amantes de veículos automotores a paixão fala mais alto que os obstáculos que surgem pelo caminho, abaixo apresentarei para você uma opção que vem ganhando o mercado e tendo muitos adeptos: o rastreador veicular.

 

Rastreador Veicular – Saiba o Que é e Como Funciona

Entenda como o rastreador veicular poderá proteger o seu veículo

Antes que eu comece a explicar para você o que é o rastreador veicular, saiba que eu sei que ele não será capaz de contemplar tudo que um seguro completo talvez oferecesse.

Porém, é inegável o fato de que a violência é uma das principais causas de contrato de seguros no Brasil.

No estado de Santa Catarina, por exemplo, de janeiro a setembro de 2018, foram registrados 9.574 furtos e roubos de carros no estado.

Com isso, fica claro que um dos principais medos dos proprietários de veículos deve ser o medo de tê-lo furtado ou roubado.

Desse modo, o rastreador é uma ótima opção para quem tem o seguro negado em caso de veículo rebaixado.

Sendo aparelhos pequenos, que emitem sinais por meio de antenas, os rastreadores são equipamentos de geolocalização que, ao serem instalados, são capazes de avisar o proprietário quanto ao local em que o seu veículo está estacionado ou circulando.

Quanto à escolha do tipo de rastreador, assim como acontece com o seguro veicular, irá depender das suas necessidades.

Se você circula com o seu veículo dentro de uma área de cobertura regional, como os grandes centros, é indicado que você utilize, por exemplo, os aparelhos com sistema de radiofrequência.

Agora, se você gosta de viajar com o seu veículo, ou usa ele para trabalhar em viagens constantes, o mais indicado é que você use os aparelhos que funcionam com o sistema GPS.

Algumas seguradoras, inclusive, oferecem esse serviço.

Com isso, quem sabe, conversando, não é possível que vocês cheguem a um acordo em que será utilizado o rastreador veicular e mais algum tipo de cobertura que você e a seguradora se sintam seguros? Vale a pena tentar!

 

Conclusão

Seu carro rebaixado tem seguro?

Neste artigo, você ficou sabendo que a legislação brasileira permite o rebaixamento de veículos, desde que o proprietário cumpra com as medidas estabelecidas em lei.

Eu também expliquei para você qual a importância da suspensão do seu carro e como ela é capaz de defender você e seus passageiros durante o trajeto.

Você também ficou sabendo que antes de rebaixar o veículo você deverá pedir a permissão do Departamento de Trânsito do estado em que você reside.

Outro ponto bastante importante explicado neste artigo é a importância de ser sincero ao realizar modificações em seu veículo.

Você deve sempre avisar a seguradora sobre eventuais mudanças para que possa continuar garantindo a sua indenização em caso de sinistro.

Eu também apresentei para você o rastreamento veicular, que poderá ser uma opção caso não consiga entrar em acordo com alguma seguradora após realizar o rebaixamento do seu veículo.

Ficou com alguma dúvida? Não deixe de comentar abaixo!

E, caso tenha sido notificado por uma autoridade de trânsito e deseje entrar com recurso de multa, saiba que eu posso ajudar você!

Envie agora o documento encaminhado pelo órgão para o meu e-mail [email protected] ou ligue para 0800 6021 543. Farei uma análise gratuita do seu caso!

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