Valor da multa de bafômetro: Penalidades e Como Recorrer

A multa do bafômetro é: R$ 2.934,70. Além da penalidade de multa, o condutor que dirige sob a influência de álcool, ou que se recusa a fazer o teste do bafômetro, também é aplicada a suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

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No entanto, apesar de haver consequências previstas no Código de Trânsito Brasileiro para a recusa ao bafômetro, a realização do teste não é obrigatória.

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A legislação de trânsito é bastante rígida com quem é flagrado dirigindo um veículo sob o efeito de álcool.

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A existência da Lei Seca, uma medida que prevê tolerância zero para a combinação álcool-e-direção, é uma evidência bastante clara dessa afirmação.

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A maioria dos motoristas, inclusive, tem receio de ser parado em uma blitz da Lei Seca por saber que a consequência disso pode ser bem ruim.

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Uma dessas consequências é, justamente, ter de pagar uma multa cujo valor é alto para a maior parte da população brasileira.

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E essa não é a única punição prevista. Além da multa, o condutor autuado por dirigir após ingerir bebida alcoólica pode perder seu direito de dirigir.

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Por Que o Valor da Multa do Bafômetro é Tão Alto?

A explicação está justamente no que acabei de mencionar: dirigir alcoolizado é uma conduta muito perigosa.

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A ingestão de bebida alcoólica, como você já deve saber, provoca alterações no funcionamento do organismo humano.

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A diminuição dos reflexos é um exemplo de sintoma provocado pela substância alcoólica. A combinação desse fator com a imprevisibilidade do trânsito é a chave para desencadear situações de risco e causar acidentes.

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Um segundo a mais para tomar a decisão de desviar de um obstáculo que surge repentinamente pode fazer muita diferença.

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A coordenação motora é outra de nossas capacidades afetadas pela ingestão de álcool.

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Movimentos precisos – os quais são imprescindíveis para a atividade de dirigir – tornam-se difíceis para um indivíduo com a capacidade psicomotora alterada.

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Ainda que nos sintamos perfeitamente bem para dirigir após beber, e que cada organismo reaja de forma diferente à ingestão de álcool, isso é algo a ser evitado.

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Em primeiro lugar, como você viu, há o dano que pode ser gerado à segurança no trânsito.

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Esse é o motivo pelo qual o valor de uma multa por bafômetro é tão alto.

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É preciso punir o condutor de uma forma que o iniba de voltar a assumir essa conduta ao volante.

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A segunda razão pela qual é importante evitar pegar o volante depois de beber diz respeito às consequências dessa atitude.

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Valor da Multa Por Bafômetro Atualizada

Para as duas possibilidades de autuação pela Lei Seca, tanto para quem sopra, como para quem recusa o bafômetro, o valor da multa é R$ 2.934,70.

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Para chegar a essa informação, é preciso consultar o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) – documento que regulamenta o funcionamento do trânsito no Brasil.

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Como eu disse anteriormente, há duas possibilidades para um condutor ser autuado pela Lei Seca.

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  1. O resultado do teste do etilômetro foi positivo para a existência de álcool no organismo.
  2. Recusou-se a soprar o etilômetro – popularmente conhecido como bafômetro.
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Ambas as condutas são caracterizadas, pelo Código de Trânsito, como infrações de trânsito de natureza gravíssima – a mais severa dentre as 4 categorias de infração.

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As condutas mencionadas acima estão descritas, respectivamente, nos artigos 165 e 165-A do Código.

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Uma multa dessa natureza, de acordo com o art. 258 do CTB, custa R$ 293,47.

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No entanto, esse não é o valor que o condutor autuado, caso seja confirmada a infração, deverá pagar.

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O valor da multa por bafômetro em 2023, seja por autuação com base no art. 165 ou no art. 165-A, é 10 vezes maior.

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Ou seja, é R$ 2.934,70.

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Além disso, conforme o parágrafo único dos referidos artigos, esse valor deverá ser dobrado, caso o condutor repita a infração em menos de 12 meses.

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Ambos os artigos tem como previsão de penalidade a multa multiplicada 10 vezes e a suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

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Esse agravante do valor da multa se deve à incidência do fator multiplicador – o qual é aplicado em algumas infrações de natureza gravíssima.

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Quando Acontece a Multa Por Dirigir Embriagado

Certamente você já ouviu falar que é proibido dirigir sob a influência de álcool.

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No entanto, conforme o art. 165 do CTB – no qual é descrita a infração –, o condutor também é proibido de dirigir sob o efeito de outras substâncias psicoativas.

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Portanto, também poderá ser multado se dirigir sob o efeito de drogas, naturais ou sintéticas.

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No referido artigo, não são determinadas, porém, as condições do condutor que caracterizam a embriaguez.

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Quem se encarrega de fazer essa especificação é o art. 276 do CTB.

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Conforme seu texto, qualquer concentração de álcool por litro de sangue ou por litro de ar alveolar sujeita o condutor às penalidades previstas no art. 165 do CTB.

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Ou seja, pegar o volante após a ingestão de qualquer quantidade de álcool pode gerar a você uma multa de R$ 2.934,70 e a suspensão da CNH por um ano.

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Por essa razão, a Lei Seca ficou conhecida como a lei de tolerância zero.

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Mas nem sempre existiu tanta rigidez em relação ao consumo de álcool associado à prática de dirigir.

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A multa do bafômetro tem desconto?

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Caso o condutor opte por não recorrer, pode pagar a multa do bafômetro com 40% de desconto, porém a penalidade de suspensão da CNH será aplicada e o curso de reciclagem deve ser concluído.

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Caso recorra nas três instâncias e perca, pode pagar com 20% de desconto até o vencimento: R$ 2.347,76.

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Se recorrer e ganhar, todas as penalidades são canceladas. Não há multa, nem suspensão.

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Se o não for efetuado o pagamento até o vencimento, haverá um acréscimo mensal pela taxa SELIC.

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https://www.youtube.com/watch?v=Hn4x4zEMGZU

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Lei Seca: Como Funciona a Tolerância Zero no Brasil

Antes de 2008, havia uma tolerância: a constatação de até seis decigramas de álcool por litro de sangue no organismo do condutor não caracterizava a infração.

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Portanto, ao ser abordado em uma blitz, por exemplo, se o resultado do teste do bafômetro fosse igual ou inferior a seis decigramas, não ocorria autuação.

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Porém, devido ao expressivo número de acidentes e mortes no trânsito, causados pela embriaguez ao volante, a legislação tornou essa medida ainda mais rigorosa.

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Com isso, em 2008, foi publicada a Lei n° 11.705, cuja determinação proibia a comercialização de bebidas alcoólicas em rodovias federais ou em vias com acesso direto às rodovias.

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A medida de restrição quanto ao consumo de álcool se tornou, portanto, mais rigorosa, alterando os artigos 165 e 276 do CTB.

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Por esse motivo, em referência à proibição do consumo de álcool nos Estados Unidos, a qual ocorreu no séc. XX, no Brasil, passou-se a utilizar o termo Lei Seca.

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No entanto, à época, ainda era prevista uma tolerância para o consumo de álcool.

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Para a medição por bafômetro, para não ocorrer autuação, o resultado não poderia ser superior a 0,01 mg/L.

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Por meio do exame de sangue, o auto de infração não poderia ser lavrado caso o resultado fosse inferior a 0,02 mg/L.

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Em 2012, com a Lei nº 12.760, a redação do CTB sofreu uma alteração para a inclusão do teor alcoólico medido também por ar alveolar por meio do teste do bafômetro.

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No art. 276 do CTB, passou a ser estabelecido que a concentração de qualquer quantidade de álcool no sangue do condutor caracteriza a infração.

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Assim, passou a existir a redação da forma como a conhecemos hoje: qualquer concentração de álcool por litro de sangue ou por litro de ar alveolar.

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Não Existe Mais Tolerância de Álcool no Sangue Para Dirigir?

Você já descobriu que, para não cometer uma infração, o condutor não deve apresentar nenhuma quantidade de álcool em seu organismo.

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Como você também sabe, a verificação do nível de álcool no organismo de uma pessoa é realizada por meio do aparelho etilômetro.

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No entanto, se você conhece a Resolução n° 432/2013 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito), talvez esteja confuso em relação a esta questão.

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Isso porque, em seu art. 4°, parágrafo único, é prevista uma margem de tolerância, a qual parece contradizer a determinação do art. 276 do CTB.

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O que acontece é que o etilômetro é uma máquina, que, como qualquer outro instrumento de medição, está suscetível a falhar em sua verificação.

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Nesse sentido, é previsto na referida Resolução que, do resultado do bafômetro, seja descontada uma margem de tolerância.

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Essa margem, conforme a Resolução 432, consiste no erro máximo admissível conforme a legislação metrológica.

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É considerada, portanto, a probabilidade de o aparelho indicar a existência mínima de álcool, mesmo quando não houve ingestão de bebida pelo condutor.

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Assim, em seu art. 6º, II, é determinado que a infração do art. 165 se caracteriza quando o resultado do bafômetro é igual ou superior a 0,05 mg/L.

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Ou seja, se o resultado for igual ou inferior a 0,04 mg/L, considera-se que não há presença de álcool no organismo do condutor. Veja a tabela:

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Valores MedidosConsequências
Até 0,04 mg/lLiberado, sem consequências
De 0,05 mg/l a 0,33 mg/lInfração gravíssima, suspensão da CNH, multa de R$ 2.934,70 e retenção do veículo
Igual ou acima de 0,34 mg/lCrime de trânsito, Infração gravíssima, suspensão da CNH, multa de R$ 2.934,70 e retenção do veículo
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Dessa forma, não é lavrado auto de infração e, obviamente, o condutor não sofre nenhuma punição.

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Em resposta ao questionamento inicial desta seção: sim, não existe nenhuma tolerância para a constatação de álcool no organismo do motorista.

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Há, por outro lado, uma margem de tolerância para a constatação da substância por meio do bafômetro.

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De qualquer modo, a ingestão de qualquer quantidade de álcool ou o consumo de outra substância psicoativa poderá ser acusada também de outras formas.

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Falarei sobre as formas de verificação da alteração da capacidade psicomotora na próxima seção.

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De que forma a embriaguez ao volante pode ser constatada?

É comum que associemos a fiscalização da Lei Seca ao uso do bafômetro apenas.

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Afinal, essa é a forma de constatação comumente utilizada pelos agentes de trânsito e/ou policiais.

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No entanto, é importante que você, de modo a estar preparado, saiba que a embriaguez pode ser confirmada de maneiras distintas.

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Essa afirmação consta na Resolução de que falei anteriormente, em seus artigos 5º e 6º.

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Conforme o art. 6º da Resolução 432, a infração prevista no art. 165 do CTB poderá ser caracterizada de três formas diferentes.

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  1. Por exame de sangue que apresente qualquer concentração de álcool por litro de sangue.
  2. Pelo teste do bafômetro, sendo o resultado da medição realizada igual ou superior a 0,05 mg/L.
  3. Pelos sinais de alteração da capacidade psicomotora obtidos na forma do art. 5º.
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São essas, portanto, as três maneiras por meio das quais é possível constatar a influência de álcool no organismo do motorista.

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Como é possível notar, a observação de sinais de alteração no comportamento do indivíduo, por parte do agente, é uma forma possível de constatar a embriaguez.

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Isso significa que o agente poderá, sim, lavrar o auto de infração mediante abordagem, sem fazer uso do bafômetro.

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Note, porém, que o texto do art. 6º faz menção ao art. 5º da Resolução, o qual trata da forma de verificação dos sinais a que o art. 6º se refere.

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De acordo com o art. 5º da Resolução, os sinais de alteração da capacidade psicomotora poderão ser verificados de duas formas.

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  1. Exame clínico com laudo conclusivo e firmado por médico perito.
  2. Constatação, pelo agente da Autoridade de Trânsito, dos sinais de alteração da capacidade psicomotora nos termos do Anexo II.
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O §1º desse mesmo artigo, contudo, traz uma determinação bastante importante a respeito da constatação pelo agente.

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Segundo ele, para confirmar a alteração da capacidade psicomotora do motorista, o agente deverá considerar um conjunto de sinais que comprovem a embriaguez, e não apenas um.

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E, conforme o §2º, os sinais observados deverão ser descritos no auto de infração ou em termo específico que contenha as informações mínimas indicadas no Anexo II, o qual deverá acompanhar o auto.

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Você sabia que há uma lista de sinais que caracterizam alteração da capacidade psicomotora do condutor?

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A maioria dos motoristas desconhece esse fato.

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Essa lista consta no Anexo II da Resolução 432, de 2013, do CONTRAN.

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Alguns dos sinais nela mencionados são: sonolência, olhos vermelhos, exaltação, falta de memória, fala alterada, dentre outros.

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Como você viu, não é apenas por meio do bafômetro que poderá ser constatada a influência de álcool.

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E você, em algum momento, já se perguntou se a realização do teste do bafômetro durante uma abordagem é mesmo obrigatória?

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Este é um ponto que merece atenção, uma vez que a falta de conhecimento nesse sentido pode mudar o rumo dos acontecimentos em uma situação de fiscalização.

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Fazer o Teste do Bafômetro é Obrigatório?

Você já deve ter ouvido falar que existe a possibilidade de recusar-se a soprar o bafômetro ao ser abordado em uma blitz da Lei Seca.

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Seja em uma blitz da Lei Seca ou em uma fiscalização comum, essa informação é verdadeira.

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De fato, você pode ou não se submeter à realização do teste.

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Isso porque a Constituição Federal, Lei Maior de nosso país, garante ao cidadão brasileiro o direito de não produzir provas contra si próprio.

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Uma vez que a realização do teste pode gerar a prova necessária para a lavratura do auto de infração e, futuramente, para a punição do condutor, obrigá-lo seria inconstitucional.

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Apesar disso, há uma controvérsia nesse sentido, que confunde os motoristas, os quais acabam se submetendo ao teste mesmo sabendo de seu direito à recusa.

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Falarei sobre isso no tópico seguinte.

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Multa Para Quem Não Soprou o Bafômetro

Toda a polêmica reside no fato de que o CTB, em seu art. 165-A, prevê como infração a conduta de recusa à realização do teste.

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Conforme o art. 165-A, é infração recusar-se a ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar influência de álcool.

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Se a recusa é um direito constitucional, e a Constituição Federal se sobressai a todas as demais leis, como o condutor pode ser penalizado por exercer seu direito?

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Certamente você está buscando uma explicação para isso.

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Em primeiro lugar, é claro que a recusa não será suficiente para que não ocorra autuação.

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Em segundo, se você prestar atenção ao texto do art. 165-A, perceberá que ele não trata unicamente da recusa ao bafômetro.

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Trata, por sua vez, da recusa a qualquer tipo de verificação para constatação de álcool.

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O condutor poderá, por exemplo, recusar-se a soprar o bafômetro, mas realizar exame de sangue.

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Nesse caso, não estará cometendo a infração descrita no art. 165-A.

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Além disso, conforme a Resolução 432/2013, uma maneira de constatar a embriaguez é por prova testemunhal.

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Ou seja, para autuar o condutor, o agente poderia atestar a embriaguez com base unicamente nos sinais de alteração do condutor observados durante a abordagem.

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Isso é bastante comum em situações em que o estado de embriaguez do motorista o impede de soprar corretamente o bafômetro.

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Nessa hipótese, porém, é obrigatória a indicação, no auto de infração, dos sinais observados que levaram o agente a confirmar a embriaguez.

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Há, porém, situações em que essa regra não é cumprida.

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Nesse caso, o condutor estará diante de uma irregularidade, uma vez que não haverá nenhuma informação que comprove a ingestão de bebida alcoólica.

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Felizmente, essa irregularidade poderá ser questionada por meio de recurso administrativo.

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Além disso, ao entrar com recurso para anulação da autuação, as penalidades previstas pelo art. 165-A só poderão ser impostas após o indeferimento do pedido de cancelamento em todas as suas fases.

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Contraprova do teste do bafômetro

É recomendado contestar e realizar uma contraprova diante do auto de infração. As normativas legais indicam principalmente quatro métodos para fiscalizar o consumo de álcool: teste de bafômetro, exame de sangue, laudo médico e auto de constatação (este último realizado pelo agente da autoridade de trânsito no local da autuação). O teste de bafômetro é o mais comum devido à sua praticidade.

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Assim sendo, o condutor tem o direito de realizar, por sua própria iniciativa, um exame de sangue ou obter um laudo médico como contraprova, após ser liberado da autuação.

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É importante ressaltar que a autoridade pública não é obrigada a fornecer esses testes e exames quando utiliza o bafômetro durante a blitz, cabendo ao cidadão providenciá-los por conta própria. O exame de sangue, por exemplo, pode ser realizado em qualquer laboratório particular.

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https://www.youtube.com/watch?v=TkP4nlyCd5A

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A finalidade da contraprova é demonstrar que o condutor não estava dirigindo sob a influência de álcool e que não se esquivou da fiscalização de trânsito.

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No entanto, é fundamental realizar essa contraprova dentro do prazo de até 24 horas após a autuação, tempo estabelecido pela jurisprudência para validar a evidência.

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Embora não seja expressamente previsto na legislação de trânsito, o direito à contraprova é reconhecido como uma prática geral em nosso sistema jurídico.

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Como agir quando for parado na blitz da Lei Seca (bafômetro)

O melhor cenário é realmente quando o motorista passa pelo teste de detecção de álcool e comprova o resultado negativo. Mas nem sempre a situação é a ideal, e nem sempre um possível resultado positivo do bafômetro é por causa do consumo de bebida alcóolica.

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Interessante observar que a lei define como infração a conduta de "dirigir sob a influência de álcool" e "recusar-se ao teste que permita certificar influência de álcool" (artigos 165 e 165-A do CTB). Como se vê, exige a comprovação dos efeitos da "influência" do álcool.

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Isso sem dúvidas rendeu discussão por vários anos a respeito de qual a quantidade de álcool consumida seria capaz de gerar essa "influência" sobre o condutor, já que uma quantidade ínfima do consumo de álcool sabidamente não terá influência sobre as capacidades físicas e mentais do motorista.

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A legislação, por fim, estabeleceu os limites para a detecção de álcool, no caso do bafômetro, em praticamente zero (0.05 mg/l), como vimos acima. E ainda estabeleceu que a recusa ao teste seria também uma infração de trânsito por si só. Contudo, essa "tolerância zero" no teste do bafômetro acaba por ser injusta em alguns casos.

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Há medicamentos que possuem álcool em sua formulação, como, por exemplo, e mais comum, os homeopáticos, conhecidos como "Florais de Bach", que são ministrados sob a língua, de três a quatro vezes ao dia, e que podem acarretar um resultado positivo no teste do bafômetro em até uns 15 minutos após o uso. Já presenciamos também o resultado falso positivo em um caso de remédio para asma.

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Há ainda os velhos conhecidos bombons de licor, enxaguante bucal, entre outros. Em todos esses casos, é evidente que a quantidade de álcool presente no produto e ingerida pelo motorista é ínfima, não gera qualquer tipo de influência e sequer chega na corrente sanguínea. Mas, a depender do tempo do consumo, é capaz de gerar um resultado acima do permitido no bafômetro, e isso pode pegar o motorista de surpresa.

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O ideal é esperar por cerca de 15 minutos após o consumo ou utilização destes produtos para então assoprar o bafômetro. É um tempo suficiente para que os resquícios de álcool desapareçam.

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Mas, na prática, nem sempre o condutor pode se lembrar destes detalhes e nem sempre o agente policial permite que se aguarde um tempo adequado ou mesmo que seja refeito um segundo teste.

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Assim, fizemos essa breve introdução para explicar que o bafômetro pode não ser a melhor opção na fiscalização de trânsito e que um eventual resultado positivo não quer dizer que o motorista estava dirigindo sob influência de álcool.

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Se o motorista por acaso não quiser fazer o teste de bafômetro, ou caso o faça e o aparelho apresente resultado positivo, poderá, mesmo assim, produzir sua contraprova a fim de contestar a autuação.

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Multa Por Bafômetro Gera Perda da CNH?

https://www.youtube.com/watch?v=Fhk5ToMJ2zY

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Sim, também há a possibilidade de ficar um ano inteiro impedido de dirigir qualquer veículo.

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Dirigir alcoolizado ou recusar-se a fazer o teste do bafômetro são condutas consideradas autossuspensivas no CTB.

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Assim, mesmo que sua CNH não tenha nenhuma pontuação registrada, o cometimento dessas infrações gera, de maneira direta, a suspensão da CNH.

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De acordo com seus dispositivos infracionais, o período em que o condutor deverá ficar longe do volante é 12 meses.

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No entanto, ambas as penalidades previstas só poderão ser impostas após o condutor exercer seu direito à defesa, ou caso decida não se defender.

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Durante o processo de defesa, o qual é composto por três etapas, além de o pagamento da multa ainda não ser necessário, o condutor poderá seguir dirigindo.

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Assim como você terá a oportunidade de recorrer contra a aplicação da multa, terá também de recorrer contra a imposição da suspensão do seu direito de dirigir.

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Caso obtenha deferimento do recurso, em qualquer etapa, a multa e a suspensão não serão impostas a você.

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Somente se houver indeferimento em todas as etapas é que a multa deverá ser paga e a suspensão cumprida.

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Nesse caso, sua CNH deverá ser entregue em uma das unidades do DETRAN do seu estado.

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Para voltar a dirigir após o cumprimento da penalidade, você deverá obter aprovação em curso de reciclagem para condutores infratores.

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Portanto, recomendo a você procurar um CFC (Centro de Formação de Condutores) tão logo a CNH for entregue no DETRAN.

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Dessa forma, você não precisará ficar sem dirigir por mais de 12 meses, uma vez que o curso já estará concluído ao término da penalidade.

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Perguntas e respostas

Quem é pego no bafômetro perde a carteira?

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Sim, é previsto na lei que a CNH seja suspensa por 12 meses.

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É possível anular multa de bafômetro?

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Sim, por meio de recurso de defesa. A primeira chance de se defender é a defesa prévia. Nessa etapa é importante apontar erros formais no preenchimento da infração. Ainda há duas outras oportunidades de ingressar com recurso, sendo a primeira e segunda instâncias.

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É interessante que um especialista em direito de trânsito elabore o recurso a fim de aumentar as chances de sucesso, pois algumas argumentações são ineficientes.

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O que fazer quando toma multa de bafômetro?

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Você tem a opção de pagar a multa com 40% de desconto caso não recorra. Ou pagar com 20% até o vencimento caso decida recorrer.  Antes de tomar qualquer decisão, você pode buscar o parecer de um especialista em direito de trânsito a fim de levantar as chances de sucesso com um recurso.

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É melhor soprar ou não o bafômetro?

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Caso o condutor tenha ingerido bebida alcóolica, o melhor é não soprar o bafômetro, pois assim evita o risco de cometer crime de trânsito, uma vez que a quantidade acima de 0,34 mg/l poderá ensejar até em prisão.

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Quando se recusa a fazer o bafômetro perde a CNH?

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Sim, incorre nas mesmas penalidades de quem sopra, exceto o crime de trânsito.

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Conclusão

Neste artigo, você descobriu não só o valor da multa por bafômetro em 2023, como também as condutas que caracterizam o cometimento de uma infração da Lei Seca.

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Apresentei a você todas as consequências previstas para o condutor que dirige embriagado e/ou se recusa a fazer o teste do bafômetro.

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Como você viu, ambas as condutas têm as mesmas consequências: multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

Leia mais

Você também ficou sabendo que nenhuma quantidade de álcool no organismo do condutor é tolerada para a autuação.

Leia mais

Como você viu, existe uma margem de tolerância para a constatação de álcool por meio do bafômetro.

Leia mais

A finalidade da margem prevista na Resolução 423/2013 é evitar autuações indevidas por uma falha admissível do resultado medido pelo aparelho.

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Nesse sentido, também expliquei a você o funcionamento do teste do bafômetro e de quais outras formas o agente poderá constatar a embriaguez do condutor.

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A melhor maneira de ficar livre da multa por bafômetro em 2023 é, sem dúvida, tomando os cuidados necessários para evitar cometer a infração.

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Portanto, se você for curtir uma festa ou um happy hour, e ingerir bebida alcoólica, planeje-se para voltar para casa sem o seu veículo.

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Nesse momento, solicitar um motorista pelo 99pop pode ser a melhor opção para não correr o risco de ser pego em uma blitz da Lei Seca.

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É uma alternativa, também, caso seu celular tenha o sistema operacional Android, baixar o aplicativo Motorista Consciente – idealizado e desenvolvido pelo Doutor Multas.

Leia mais

Por meio de algumas informações que lhe serão solicitadas, você terá uma estimativa de quanto tempo deverá esperar para voltar a dirigir.

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Lembre-se de que dirigir alcoolizado é uma conduta perigosa, que pode provocar graves acidentes no trânsito.

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De qualquer modo, você sempre terá o direito de se defender por meio do recurso administrativo.

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Ao contrário do que muitos condutores pensam, não é impossível obter deferimento do recurso contra a multa da Lei Seca.

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